Agora

Homem é condenado a quase 50 anos de prisão por agiotagem em Aimorés (MG)

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) comunicou na quarta-feira (22), que obteve a condenação de um homem a 12 anos e 4 meses de reclusão e a 36 anos de detenção, em regime inicialmente fechado, por agiotagem e por apropriação de benefícios devidos a pessoas idosas ou com algum tipo de deficiência, em Aimorés […]

Por ES Fala
· 2 min de leitura Atualizado · Sem comentários
Homem é condenado a quase 50 anos de prisão por agiotagem em Aimorés (MG)

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) comunicou na quarta-feira (22), que obteve a condenação de um homem a 12 anos e 4 meses de reclusão e a 36 anos de detenção, em regime inicialmente fechado, por agiotagem e por apropriação de benefícios devidos a pessoas idosas ou com algum tipo de deficiência, em Aimorés (MG).

O condenado já havia sido preso em dezembro de 2002 em operação do MPMG, por meio da Promotoria de Justiça de Aimorés e pela Polícia Civil.

Na operação foram apreendidos contratos de compra e venda, documentos de veículo, títulos de protesto, extratos bancários, controles de caixa de pagamentos, notas promissórias, recibos de aluguéis, inúmeros cheques preenchidos, munições de arma de fogo e R$786,00.

A sentença destaca que as notas promissórias somam o valor aproximado de R$ 1.107.241,00 e os cheques, R$ 297.689,00, o que totaliza cerca de R$1.404.930,00.

O MPMG apontou na denúncia que as vítimas eram pessoas extremamente vulneráveis e que necessitavam do Estado para garantir o mínimo existencial. O homem tinha o hábito de sacar benefício previdenciário das vítimas no dia do pagamento.

Isso, segundo a Promotoria de Justiça, demonstra a grave reprovabilidade da conduta, uma vez que a sua atuação se baseia em um enriquecimento com a prática de ilícitos, inclusive, com utilização da intimidação e ameaça aos devedores.

Conforme o MPMG, o acusado agia, assim, de acordo com a sentença:

“Contra vítimas em situações de desespero econômico, praticando atos e simulações tendentes a ocultar a verdadeira taxa de juros a fim de sujeitar os devedores a maiores prestações e, com isso, criava-se uma rede de dependência financeira, já que as dívidas viravam uma “bola de neve” e, automaticamente, as vítimas eram obrigadas a solicitar novamente um empréstimo para custear o indispensável para a sobrevivência”.

A decisão da Justiça estabeleceu ainda que o homem deverá indenizar as vítimas em valores que variam de R$ 2 mil a R$ 5 mil. Ele também foi condenado por posse irregular de munições de arma de fogo.

O condenado teve a sua prisão preventiva mantida pela Justiça e não poderá recorrer em liberdade.

Compartilhe esta notícia

Sem comentários

Deixe seu comentário

Os comentários passam por moderação antes de aparecer.

Mais em Leste de MG

As notícias da semana no seu e-mail

Todo fim de semana, o resumo do que mais importou em Colatina, no Noroeste e no Espírito Santo. Grátis, e dá para sair quando quiser.