Rio Doce: Vale e Samarco são alvos de ação judicial na Holanda

Em um movimento na busca por justiça e reparação para os afetados pelo desastre do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), a Ações do Rio Doce protocolou uma ação judicial na Holanda contra as empresas Vale e Samarco. Datada desta segunda-feira, 18 de março de 2024, a iniciativa visa responsabilizar as corporações por crimes contra a humanidade, incluindo homicídio doloso, deslocamento forçado e danos ambientais.

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O escritório Pogust Goodhead foi designado como principal consultor jurídico da Ações do Rio Doce neste processo histórico. Este escritório internacional já representa aproximadamente 700.000 vítimas do desastre de Mariana em ações judiciais contra a mineradora BHP nos tribunais ingleses.

Uma das bases do argumento é que as empresas, Vale e Samarco, tinham conhecimento dos riscos iminentes de rompimento da barragem, porém ignoraram os alertas e falharam em tomar medidas preventivas, contribuindo diretamente para a tragédia que se abateu sobre a região.

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No total, 77 mil pessoas físicas, 1 mil empresas, 20 instituições religiosas e 7 municípios participam deste caso, representando uma ampla gama de interesses e afetados pelo desastre. A ação judicial na Holanda representa um passo crucial na jornada pela justiça e reparação das vítimas do rompimento da barragem de Fundão.

O desastre de Mariana, ocorrido em novembro de 2015, é considerado um dos maiores desastres ambientais da história do Brasil, causando uma devastação irreparável tanto em termos humanos quanto ambientais. Colatina ainda enfrenta as consequências dessa tragédia, incluindo a perda de meios de subsistência e danos ambientais de longo prazo.

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A ação judicial na Holanda representa uma busca por responsabilização e justiça, não apenas para as vítimas de Mariana, mas também para destacar a importância da prestação de contas das empresas multinacionais por suas ações, independentemente da jurisdição em que operam.

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