A justiça do Reino Unido está se preparando para uma nova rodada de audiências relacionadas ao processo envolvendo a Vale e a BHP, duas das maiores empresas de mineração do mundo, em relação ao desastre ambiental que ocorreu na Bacia do Rio Doce, através da Samarco. Com mais de 700 mil vítimas brasileiras envolvidas, o processo tem um valor aproximado de R$ 230 bilhões.
As chamadas Audiências de Gerenciamento de Casos estão agendadas para esta semana, nos dias 18 e 19 de abril, na Corte de Tecnologia e Construção, em Londres. Advogados das mineradoras e das vítimas participarão das sessões, que abordarão questões relacionadas à condução do litígio, cronograma de atividades e solicitações de documentos.
Essa não é a primeira vez que as partes se reúnem para discutir o caso. Uma primeira rodada de audiências preparatórias aconteceu em janeiro, sendo acompanhada por um grupo representativo de vítimas dos estados do Espírito Santo e de Minas Gerais, os mais impactados pelo desastre.
Paralelamente aos preparativos para o julgamento, os advogados também estão explorando a possibilidade de um acordo extrajudicial com as mineradoras. Tal acordo poderia definir o valor da compensação a ser paga às vítimas e encerrar o processo de forma mais rápida e eficiente.
Os mais de 700 mil autores da ação estão divididos em quatro grupos: municípios, empresas, instituições religiosas e autarquias, com percentuais sobre o valor total das ações correspondentes a 66%, 23%, 10% e 1%, respectivamente.
O desenrolar dessas audiências preparatórias e as possíveis negociações para um acordo extrajudicial são passos importantes no caminho para buscar justiça para as vítimas do desastre ambiental na Bacia do Rio Doce.















