Colatina e região não ficarão sem arroz, diz associação

As recentes chuvas intensas que atingiram o estado do Rio Grande do Sul acenderam um sinal de alerta em relação ao abastecimento de um dos alimentos fundamentais na dieta dos brasileiros: o arroz. O estado gaúcho, responsável por cerca de 70% da produção nacional deste cereal, enfrenta preocupações quanto à disponibilidade e preço do produto.

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Com mais de 900 mil hectares dedicados ao plantio de arroz, o Rio Grande do Sul desempenha um papel crucial na produção brasileira desse alimento básico. No entanto, as inundações e os impactos nas lavouras levantam questões sobre possíveis escassez e aumento de preços do arroz nas gôndolas.

Os consumidores em Colatina e região, expressam apreensão quanto à disponibilidade do produto nas prateleiras e a possibilidade de aumento nos preços. A Associação Capixaba de Supermercados (Acaps) tranquiliza, porém, afirmando que, atualmente, não há previsão de falta de arroz nos estabelecimentos locais. A garantia é sustentada pelo estoque de reposição mantido pelos supermercados, além da possibilidade de recorrer a fornecedores de outras regiões.

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Embora não haja dados precisos sobre a proporção de arroz proveniente do Rio Grande do Sul no mercado capixaba, a Acaps indica que uma parte significativa é originária desse estado. O transporte rodoviário, porém, também afetado pelas chuvas, representa um desafio adicional na distribuição do produto.

A produção de arroz no Espírito Santo é limitada, concentrando-se em apenas 10 municípios e totalizando 98 toneladas em 2022, conforme o Painel Agro do Incaper. Os maiores produtores são Nova Venécia, Mantenópolis e Barra de São Francisco.

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Apesar de o Brasil ser um dos maiores produtores mundiais de arroz, grande parte da colheita destina-se ao consumo interno. Com uma produção anual estagnada em torno de 11 milhões de toneladas há mais de duas décadas, o país depende de importações para suprir sua demanda, que chega a cerca de 12 milhões de toneladas.

Os principais fornecedores de arroz para o Brasil são o Paraguai, a Argentina e o Uruguai. O diretor-executivo do Sindicato da Indústria do Arroz do Rio Grande do Sul (SindArroz), Tiago Barata, ressalta que apesar das perdas causadas pelas chuvas, o país possui condições de garantir seu abastecimento. Ele sugere que, diante das atuais circunstâncias, as exportações podem ser reduzidas, enquanto as importações tendem a aumentar para compensar a diminuição da safra.

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