Uma mulher baleada durante um assalto em Linhares no dia 5 deste mês denunciou um erro médico após passar por um procedimento cirúrgico para a retirada do projétil. A vítima, que estava grávida e acabou perdendo o bebê, descobriu posteriormente que a bala ainda estava alojada em seu corpo, apesar das duas cirurgias realizadas.
A auxiliar de manipulação, baleada nas costas durante o assalto, estava na 16ª semana de gestação quando foi atingida. O incidente ocorreu quando ela e o companheiro foram surpreendidos por criminosos armados enquanto faziam a troca de um carro. “Chegando ao local, havia mais de sete pessoas, todas armadas. Eles começaram a atirar no veículo e eu, que estava no banco de trás, acabei sendo atingida com um tiro nas costas”, relatou a mulher.
Após o crime, a vítima foi levada a um hospital em Linhares, onde passou por duas cirurgias no mesmo dia: uma para a retirada do projétil e uma cesárea para retirar o bebê. No entanto, apesar dos procedimentos realizados, o laudo médico indicou posteriormente que a bala ainda estava alojada no corpo da paciente.
No dia 11, quando a mulher deveria receber alta para retornar ao município de Vila Velha, ela passou mal e realizou uma tomografia. O exame revelou que o projétil ainda estava presente, e a paciente começou a apresentar sangramentos e dor abdominal. Ela foi atendida por ginecologistas que realizaram novos exames.
Após a descoberta do erro, a jovem registrou um boletim de ocorrência e procurou a defensoria pública para garantir o direito a um novo procedimento cirúrgico para a retirada do projétil. Ela relatou sentir dores e dificuldades para andar desde o ocorrido.















