Onze meses após um dos crimes mais impactantes do Noroeste do Espírito Santo, a cidade de Marilândia volta a reviver o assassinato de Thamirys Alexandra Virgílio Pascoal, de 18 anos. A segunda audiência do caso está marcada para esta quinta-feira (20) e deve definir os próximos passos da investigação, que ganhou grande repercussão na região desde abril de 2024.
De acordo com a advogada da família, Dra. Sthephany Nascimento, a sessão será crucial para reforçar a intenção criminosa do acusado. “Eu, a dona Josiane (mãe da vítima) e toda a sociedade esperamos que essa audiência seja decisiva para que o acusado seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri de Marilândia”, declarou a advogada.
A primeira audiência ocorreu em janeiro, mas o juiz precisou remarcar a sessão após a ausência de duas testemunhas consideradas essenciais para o andamento do processo. Agora, a expectativa é de que o caso avance com a oitiva de novas provas e depoimentos.
Relembre o caso
Thamirys desapareceu na madrugada de 9 de abril de 2024. Segundo relatos, ela foi vista pela última vez por volta das 3h da manhã, após sair de um bar no local conhecido como “Morrão”. A jovem, que residia com uma tia no bairro Santa Cecília, havia informado à mãe, Josiane Virgulino, que encontraria um amigo antes de desaparecer.
Familiares e amigos iniciaram buscas intensas e mobilizaram as redes sociais em busca de pistas. No entanto, três dias depois, o corpo de Thamirys foi encontrado enterrado em uma cova rasa em uma área rural de Marilândia. O laudo cadavérico indicou uma pequena lesão na cabeça, mas descartou que essa tenha sido a causa da morte.
Investigação e indiciamentos
A Polícia Civil do Espírito Santo indiciou Ivanildo Pereira da Silva por homicídio e ocultacão de cadáver e Bruno da Conceição por participação na ocultacão do corpo. Segundo as investigações, Bruno admitiu ter auxiliado na ocultacão, mas negou envolvimento direto no assassinato. Durante a prisão, uma motocicleta com motor e chassis adulterados também foi apreendida, sugerindo um possível esquema de troca de favores relacionado ao crime.
O delegado Leonardo Ávila, responsável pelo caso, afirmou, na época, que as causas e motivações para o homicídio ainda não foram conclusivas. Entre as hipóteses, estão uma possível dívida de Thamirys no comércio de drogas ou um desentendimento durante um programa sexual.














