Quase dois meses após a interdição parcial da Ponte Fontenele, que liga Colatina a Baixo Guandu, a estrutura segue operando com restrições e ainda não há data definida para o início das obras. O bloqueio foi implantado no dia 12 de março e, desde então, causa transtornos a motoristas, estudantes e moradores da região.
Nesta semana, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou que está em fase de conclusão das análises e diagnósticos técnicos, que vão subsidiar a elaboração de um plano de trabalho emergencial. A previsão do órgão é que as intervenções sejam executadas no prazo de até 180 dias.
Em nota, o Dnit informou que a interdição parcial visa garantir a segurança dos trabalhadores e usuários da via. “O trecho conta com operação de tráfego que permite a passagem de ônibus escolares, veículos de emergência e veículos leves”, afirmou.
No entanto, veículos pesados e caminhões seguem proibidos de atravessar a ponte, o que tem gerado grandes prejuízos logísticos e operacionais para empresas e moradores que precisam utilizar rotas alternativas por estradas menores e, muitas vezes, em condições precárias.
A situação tem causado revolta na população dos dois municípios, especialmente entre os estudantes e trabalhadores que dependem da travessia diariamente. A ponte é um dos principais acessos entre Colatina e Baixo Guandu, além de ser rota de escoamento de produção agrícola e industrial da região.
Enquanto as obras não começam, o tráfego segue no sistema “pare e siga”, restrito a veículos leves. A comunidade e lideranças políticas agora pressionam por mais agilidade na definição do cronograma de obras e início efetivo da recuperação da estrutura.














