O que era para ser uma surpresa de Dia das Mães terminou em tragédia na Região Serrana do Espírito Santo. A estudante Raysla Hérlem Rangel de Oliveira, de apenas 17 anos, morreu ao lado do colega de escola Jessé Araújo Martins dos Santos, de 18, em um grave acidente de carro em Santa Teresa, no último sábado (10). Ambos eram alunos do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), campus do município.
Raysla havia decidido visitar a mãe, Rosiane Pereira, em Vitória, como forma de presenteá-la no Dia das Mães. Dificuldades para conseguir passagem de ônibus não a impediram. Determinada, a adolescente resolveu pegar uma carona com um conhecido — e nunca chegou ao destino.
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Acidente tira a vida de dois jovens em Santa Teresa/Redes sociais
“Ela me disse: ‘Mãe, não consegui comprar a passagem no site, mas eu prometo que vou para Vitória passar o Dia das Mães com você’. Pedi que ela descansasse, que não precisava vir, que a gente comemoraria depois. Mas ela insistiu”, contou Rosiane, emocionada, em entrevista exclusiva à TV Gazeta.
Segundo a mãe, Raysla e Jessé pediram carona ao motorista José Carlos Batista de Mello, de 68 anos, que seguia de Santa Teresa para Fundão. De lá, os jovens planejavam pegar um ônibus na BR-101 até Vitória. Porém, o trajeto foi interrompido de forma trágica.
Na noite de sábado, Rosiane recebeu uma ligação do coordenador do Ifes. Era o aviso que nenhuma mãe gostaria de receber. “Ele me disse que houve um acidente e tudo indicava que Raysla estava entre as vítimas. Depois veio a confirmação: minha filha morreu no local. Tive que ir ao IML reconhecer o corpo. Acabei de enterrar meu pai, e agora isso…”, desabafou.
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Comemoração de Raysla na aprovação do curso no Ifes/Redes Sociais.
Raysla cursava técnico em Informática para Internet e costumava visitar a mãe e a irmã, Raylane, nos fins de semana. Uma semana antes da tragédia, passou dias especiais ao lado delas, dormindo no antigo quarto do avô, assistindo ao show da Lady Gaga na televisão, fazendo pipoca e dançando.
“O quarto está do jeitinho que ela deixou. Ela estava muito alegre”, relembrou Rosiane, emocionada.
Com carinho, a mãe recordou momentos da relação com a filha. “Não podia comprar nada para mim que ela queria também, típico de adolescente. Então eu comprava para ela e dizia que era meu. Usava essa estratégia”, contou, com um sorriso triste.














