O ex-goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes, voltou aos gramados no último final de semana como reforço do Santo Antônio, equipe que disputa o 18º Campeonato Municipal de Futebol Amador de Governador Lindenberg, no Noroeste do Espírito Santo. A contratação do ex-atleta gerou polêmica na cidade, dividindo opiniões entre torcedores, moradores e integrantes da comunidade esportiva local.
Bruno foi condenado em 2013 pelo assassinato de Eliza Samúdio, com quem teve um filho. Ele foi considerado culpado pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver. O corpo de Eliza nunca foi encontrado. Após cumprir 10 anos de prisão, Bruno foi beneficiado com a liberdade condicional e, desde então, tem feito participações pontuais em campeonatos amadores.
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Goleiro Bruno grava vídeo convidando torcedores/Leitor
Antes de atuar em Governador Lindenberg, o ex-goleiro já havia defendido times em competições regionais como o Campeonato de Verão de Futebol do Açu, no Rio de Janeiro, e o Campeonato Regional do Queijo, em Minas Gerais, pelo EC Betel.
Estreia com derrota e estádio dividido
A estreia de Bruno pelo Santo Antônio aconteceu no último fim de semana e terminou com derrota por 1 a 0. Apesar do resultado, a presença do ex-jogador atraiu olhares: parte do público compareceu motivada pela curiosidade e pelo histórico do goleiro no futebol profissional — ele foi campeão brasileiro em 2009 pelo Flamengo. Bruno, inclusive, gravou um vídeo convocando a torcida a apoiar o time na próxima rodada.
No entanto, a participação dele também gerou forte reação negativa. “Não é só futebol. Trazer alguém com esse histórico passa uma mensagem ruim, principalmente para os jovens da cidade”, afirmou uma moradora, que preferiu não se identificar.
Polêmica continua fora de campo
A presença de Bruno em competições esportivas costuma gerar repercussão nacional. Desde que deixou o sistema prisional, o ex-atleta tenta retomar sua ligação com o futebol, mas enfrenta resistência de parte da sociedade, especialmente por causa da gravidade do crime pelo qual foi condenado.
Atualmente em regime aberto, Bruno mantém a liberdade condicional e segue atuando em campeonatos amadores pelo Brasil, enquanto busca manter-se próximo do esporte que o consagrou — e do qual foi afastado após a condenação judicial.














