Presos no Amazonas os executores do assassinato do empresário Ibraim Cassaro, ocorrido no bairro Novo Horizonte, em Colatina

Polícia Civil conclui inquérito e aponta crime de mando ligado a desentendimentos comerciais no setor de café

Dois homens acusados de executar o assassinato do empresário Ibraim Cassaro, de 43 anos, e a tentativa de homicídio contra seu irmão, Guilherme Cassaro, foram presos no interior do Amazonas, após 15 meses de monitoramento. As capturas aconteceram em 17 de julho de 2025, na zona rural de Canutama, em uma operação da Polícia Civil do Espírito Santo com apoio da Polícia Federal de Rondônia.

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Foram detidos Édipo Ferreira de Moraes, conhecido como “Gordinho”, de 37 anos, e Carlos Henrique Keller Batista, de 33, natural de Baixo Guandu. Durante a prisão, Édipo foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo, uso de documento falso e caça de animais silvestres. Ambos seguem presos no presídio Urso Branco, em Porto Velho (RO), à disposição da Justiça capixaba.

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Édipo Ferreira de Moraes, conhecido como “Gordinho”, de 37 anos, e Carlos Henrique Keller Batista, de 33, natural de Baixo Guandu

Com as prisões, a Polícia Civil anunciou a conclusão do inquérito referente ao crime ocorrido em 22 de fevereiro de 2024, no bairro Novo Horizonte, em Colatina. Segundo as investigações, o assassinato foi uma emboscada premeditada, caracterizada como crime de mando, motivado por desentendimentos comerciais ligados ao ramo de café.

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Operação Constantinopla: detalhes da investigação

O caso foi investigado pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Colatina, dentro da “Operação Constantinopla”, que durou cerca de um ano e meio.
A apuração envolveu análises de geolocalização, quebras de sigilo telemático, mais de 40 registros de videomonitoramento e depoimentos de testemunhas.

Os criminosos usaram três veículos:

  • Um Chevrolet Cruze branco, roubado meses antes, foi usado na execução e depois incendiado em um cafezal entre Colatina e Marilândia;
  • Um Fiat Siena marrom, que funcionou como “batedor” na fuga e ajudou a identificar os autores;
  • Um Ford Ka, utilizado para a fuga em direção ao Norte do país.

QUEM FORAM OS MANDANTES?

Embora os executores já estejam presos e indiciados por homicídio qualificado consumado e tentado, a Polícia Civil instaurou um novo inquérito para identificar os mandantes. A investigação segue em estágio avançado e deve trazer novos desdobramentos em breve.

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