O Espírito Santo possui 326 processos de racismo e injúria racial pendentes de julgamento, segundo um levantamento atualizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Apenas em 2025, 122 novos casos foram registrados até esta quarta-feira (19), sendo que 95 ainda aguardam decisão judicial.
As mulheres são as principais vítimas: 56,4% das ações têm o nome de mulheres como parte ofendida, evidenciando um recorte de gênero dentro das práticas discriminatórias.
O mapeamento aponta que os casos estão distribuídos por 50 municípios capixabas, incluindo cidades do Norte e Noroeste do Estado. Confira os números na região:
- Colatina — 9 casos
- Baixo Guandu — 2 casos
- Itaguaçu — 1 caso
- Itarana — 2 casos
- Pancas — 2 casos
- Santa Teresa — 1 caso
Por orientação do CNJ, todos os processos relacionados a racismo e injúria racial receberão prioridade em novembro, mês da Consciência Negra. A meta é que pelo menos 20% das ações tenham movimentação processual concreta ou julgamento concluído, conforme informou o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES).
A prioridade abrange processos que tratam de:
- Questões envolvendo raça, cor, etnia ou origem
- Racismo, preconceito e discriminação racial
- Políticas de ação afirmativa e cotas raciais















