Sefaz autua empresas de Linhares em mais de R$ 9 milhões por irregularidades

Auditoria da Receita Estadual aponta que três estabelecimentos atuavam como uma única empresa para reduzir carga tributária

Uma auditoria realizada pela Secretaria da Fazenda do Espírito Santo, por meio da Receita Estadual, resultou na exclusão de três empresas de Linhares do regime do Simples Nacional e na aplicação de autos de infração que ultrapassam R$ 9 milhões, entre impostos devidos e multas.

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A fiscalização foi conduzida pela Subgerência Fiscal da Região Nordeste e apontou que os três estabelecimentos varejistas, apesar de possuírem CNPJs distintos, operavam como se fossem uma única empresa.

Segundo a Receita Estadual, o grupo simulava operações independentes e promovia o fracionamento do faturamento com o objetivo de permanecer irregularmente no Simples Nacional, reduzindo de forma indevida a carga tributária.

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Cruzamento de dados e fiscalizações presenciais

A apuração contou com o uso de malhas fiscais, cruzamento de dados e fiscalizações presenciais realizadas no fim de 2025. Durante as diligências, os auditores constataram que as empresas compartilhavam a mesma gestão, atuavam a partir de um único local e apresentavam outras irregularidades cadastrais e operacionais que reforçaram a constatação de simulação.

Com a conclusão da auditoria, foram formalizadas autuações superiores a R$ 9 milhões. Desse total, mais de R$ 5 milhões já foram parcelados pelos contribuintes.

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Defesa do uso correto do Simples

O auditor fiscal Cristiano Silva Ferreira destacou que o Simples Nacional é um instrumento relevante para fomentar o empreendedorismo, mas deve ser utilizado dentro da legalidade.

“O regime foi criado para estimular o empreendedorismo e a geração de emprego e renda, sem afastar a obrigação de recolher corretamente os tributos”, afirmou.

Já o subgerente Fiscal da Região Nordeste, Orlando Anastácio, ressaltou que a fiscalização também tem como objetivo assegurar a concorrência leal no mercado.

“A atuação é fundamental para combater práticas que geram concorrência desleal e para assegurar recursos que retornam à sociedade por meio de investimentos em áreas como educação, saúde e segurança”, disse.

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