Novo laudo aponta presença de metais pesados na água do Rio Doce em cidades de Minas Gerais

Atingidos pelo desastre de Mariana afirmam que resultados serão apresentados ao ministro do STF André Mendonça em audiência marcada para agosto

Novas análises realizadas em amostras de água do Rio Doce apontaram a presença de metais pesados em três municípios de Minas Gerais. Os exames foram encomendados por moradores atingidos pelo rompimento da barragem de Mariana, por meio de uma campanha de arrecadação, e realizados por um laboratório particular.

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As amostras foram coletadas na primeira quinzena de julho nas cidades de Tumiritinga, São José do Goiabal e Baixa Verde, e os resultados foram divulgados neste fim de semana. A divulgação dos laudos gerou grande repercussão entre moradores e atingidos pelo desastre ambiental de 2015, principalmente em grupos de WhatsApp formados por pessoas que acompanham os desdobramentos do caso.

De acordo com o ativista Weberty Machado, conhecido como Beto, os laudos serão levados a Brasília no próximo dia 2 de agosto, durante uma audiência já agendada com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. A reunião foi articulada pelo senador mineiro Cleitinho, que deverá acompanhar um grupo de atingidos até a capital federal.

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Segundo Weberty Machado, o resultado das análises acende um novo alerta sobre a qualidade da água ao longo de toda a bacia do Rio Doce.

“A água está gravemente contaminada por metais pesados e não se recomenda o consumo nem o banho aos moradores ribeirinhos”, afirmou o ativista.

Ele destaca que, como as amostras apresentaram resultados semelhantes em diferentes municípios, existe a preocupação de que a contaminação possa se estender por outros trechos do Rio Doce, atingido pelo rompimento da barragem de Mariana, em novembro de 2015.

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Os laudos laboratoriais foram compartilhados por Weberty Machado com grupos de atingidos e deverão integrar a documentação que será apresentada durante a audiência em Brasília.

O rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), é considerado um dos maiores desastres ambientais da história do Brasil. Milhões de toneladas de rejeitos de mineração atingiram o Rio Doce, impactando dezenas de municípios em Minas Gerais e no Espírito Santo. Desde então, comunidades ribeirinhas seguem cobrando reparação integral e monitoramento permanente da qualidade da água.

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