Golpe mira pacientes após cirurgias, faz vítimas em Colatina e Pancas e causa prejuízo de R$ 13,5 mil
Criminosos utilizam informações sobre cirurgias e exames; vítima de Pancas perdeu R$ 13,5 mil após instalar aplicativo falso

Um novo caso registrado em Colatina reforça o alerta sobre criminosos que estão utilizando o nome do Hospital São Bernardo e informações sobre procedimentos médicos recentes para enganar pacientes.
A nova vítima havia passado por uma cirurgia no hospital no dia 11 de agosto. Uma semana depois, em 18 de agosto, recebeu uma ligação de pessoas que se apresentaram como funcionários da unidade de saúde.
Segundo informações obtidas pelo ES FALA, os criminosos afirmaram que um exame de raio-X realizado pela paciente havia apresentado um problema e que seria necessário repetir o procedimento. Para confirmar o suposto agendamento, solicitaram o pagamento de uma taxa de R$ 1,90.
Durante a conversa, os interlocutores forneceram um número de protocolo e dados empresariais, o que fez a vítima acreditar que o contato era verdadeiro.
Após realizar o pagamento, a mulher foi orientada a compartilhar a tela do celular e instalar dois aplicativos, identificados como “Wi-Fi” e “Resultados”. Em seguida, o aparelho travou e ficou impossibilitado de realizar operações.
A vítima precisou formatar o celular para voltar a utilizá-lo. Até o momento em que procurou ajuda, não havia identificado movimentações irregulares nas contas bancárias.
A fraude foi descoberta quando ela compareceu ao Hospital São Bernardo para realizar o suposto exame. No local, foi informada de que não existia nenhum procedimento agendado em seu nome e que o hospital não cobra valores simbólicos dessa maneira.
Vítima de Pancas perdeu R$ 13,5 mil
O caso apresenta semelhanças com outra fraude registrada em Pancas. A vítima também havia passado por cirurgia no Hospital São Bernardo no dia 11 de agosto e recebeu uma mensagem no dia 18.
Na ocasião, os criminosos orientaram o paciente a instalar um aplicativo que supostamente seria utilizado para consultar resultados de exames. Após a instalação, foram feitas transferências e várias operações via Pix, causando prejuízo de R$ 13.499.
Os dois relatos chamam atenção porque os criminosos demonstravam conhecer informações recentes sobre as cirurgias das vítimas. Ainda não está esclarecido como esses dados foram obtidos.
Não há, até o momento, informação que indique participação do Hospital São Bernardo nas fraudes. Os relatos apontam que o nome da instituição foi utilizado indevidamente pelos criminosos. A existência de eventual vazamento de dados ou de outros pacientes abordados ainda precisa ser apurada.
A orientação é não instalar aplicativos enviados por telefone ou WhatsApp, não compartilhar a tela do celular e confirmar qualquer cobrança ou agendamento diretamente com o hospital, utilizando os canais oficiais da instituição.




