Morte de bebê pode ter motivado assassinato de preso dentro de cela em São domingos do Norte
Mateus Cardoso Barbosa era pai de uma bebê encontrada morta em Barra de São Francisco, em 2024. Na época, a mãe adolescente foi apontada como suspeita, mas o laudo pericial foi inconclusivo

O assassinato de Mateus Cardoso Barbosa dentro de uma unidade prisional de São Domingos do Norte pode estar relacionado à morte da própria filha, uma bebê de apenas 3 meses, ocorrida aproximadamente dois anos atrás, em Barra de São Francisco.
Mateus foi encontrado morto na manhã desta sexta-feira (21), durante a contagem dos internos. Segundo uma fonte ouvida pelo ES FALA, ele estava coberto por uma manta, com as mãos amarradas por um lençol e apresentava um corte no pescoço.
Dois detentos teriam assumido participação no homicídio. Um deles afirmou que utilizou uma lâmina artesanal de aço para atingir Mateus, enquanto o outro teria ajudado a imobilizá-lo e amarrá-lo.
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Morte ocorreu em presídio da cidade de São Domingos do Norte/Crédito redes sociais
Ainda de acordo com as informações obtidas pelo ES FALA, os suspeitos alegaram que decidiram matar Mateus depois que ele teria afirmado, dentro da cela, que foi o responsável pela morte da própria filha. Um bilhete encontrado próximo ao corpo também teria relacionado o homicídio ao caso da criança.
Essa é, até o momento, apenas a versão apresentada pelos presos como motivação para o crime. A suposta confissão atribuída a Mateus não foi confirmada oficialmente e deverá ser apurada durante as investigações.
Bebê foi encontrada morta em Barra de São Francisco
O caso mencionado pelos detentos ocorreu em uma residência da Rua Anderson Dummer, no bairro Vila Vicente, em Barra de São Francisco. A criança, de apenas 3 meses, foi encontrada morta pela manhã, após ter passado a noite na cama com os pais.
Na ocasião, Mateus, então com 21 anos, afirmou que havia discutido com a companheira, uma adolescente de 17 anos. Segundo a versão apresentada por ele, a jovem teria dormido inicialmente com a bebê no chão do quarto, mas depois se deitado na cama devido ao frio.
Mateus declarou que, ao acordar, encontrou a adolescente deitada sobre a criança. A bebê apresentava o rosto arroxeado e secreção com sangue no nariz. Uma vizinha tentou prestar auxílio, mas o médico do Samu constatou que a criança já estava morta havia pelo menos uma hora.
A mãe adolescente foi inicialmente conduzida como suspeita. Entretanto, ela apresentou uma versão diferente, afirmando que acordou e percebeu que a filha estava com a cabeça arroxeada e sangue saindo pelo nariz, momento em que chamou Mateus para buscar ajuda.
Uma vizinha informou, naquela época, que a jovem cuidava bem da criança, mas enfrentava problemas emocionais e depressivos desde a gestação. Os dois pais foram encaminhados à delegacia para prestar esclarecimentos.
O resultado inicial da perícia médica foi considerado inconclusivo, e as circunstâncias da morte da bebê permaneceram sob investigação.
Agora, a afirmação atribuída a Mateus dentro do presídio cria uma nova possibilidade sobre o que teria acontecido naquela noite. No entanto, somente o avanço das investigações poderá determinar se ele realmente fez essa declaração, se havia algum elemento concreto que a sustentasse e se a morte da criança teve relação direta com seu assassinato dentro da unidade prisional.




