Bombeiro salva bebê de 20 dias que chegou sem respirar a quartel de Colatina
Criança estava engasgada e voltou a respirar após militar realizar uma manobra de desobstrução das vias aéreas

Um bebê de apenas 20 dias foi salvo por um bombeiro militar após chegar engasgado e sem conseguir respirar ao quartel da 3ª Companhia Independente do Corpo de Bombeiros, em Colatina. O atendimento ocorreu na noite deste domingo (23), por volta das 18h15.
A família procurou ajuda diretamente na unidade, localizada às margens da Rodovia Gether Lopes de Farias, no bairro Carlos Germano Naumann. Diante da situação, o cabo Tiago iniciou imediatamente a manobra de desobstrução das vias aéreas.
O procedimento foi bem-sucedido. Após a intervenção, o bebê voltou a respirar e começou a chorar, indicando que o fluxo de ar havia sido restabelecido.
Como o atendimento aconteceu no próprio pátio do quartel, não foi necessário utilizar uma viatura. Depois que a criança apresentou melhora e foi estabilizada, os familiares receberam orientações para levá-la a uma unidade de saúde, onde passaria por avaliação médica.
A família decidiu seguir para o hospital em veículo próprio. Não foram divulgadas informações posteriores sobre o estado de saúde do bebê.
Como é feita a manobra de desengasgo em bebês
Quando o bebê está consciente, mas não consegue respirar, tossir ou chorar, deve ser colocado de bruços sobre o antebraço, com a cabeça mais baixa que o corpo. Em seguida, são aplicadas cinco pancadas firmes entre as escápulas, no meio das costas. Depois, o bebê é virado de barriga para cima e recebe cinco compressões no centro do peito, na altura dos mamilos. A sequência deve ser repetida até que ele volte a respirar ou o socorro especializado chegue. O Corpo de Bombeiros deve ser acionado pelo telefone 193 ou o Samu pelo 192. Não se deve tentar retirar objetos da boca sem que estejam visíveis, pois isso pode empurrá-los ainda mais para dentro. Se o bebê ficar inconsciente, é necessário iniciar os procedimentos de reanimação sob orientação do serviço de emergência. As recomendações são da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná e do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina.




