Projeto de R$ 100 milhões vai climatizar escolas de 9 cidades do Norte e Noroeste do ES; saiba quais
Colatina, Baixo Guandu e Linhares estão entre os municípios contemplados; iniciativa prevê energia solar e climatização de cerca de 3 mil salas de aula na Bacia do Rio Doce

Escolas de Colatina, Baixo Guandu e Linhares estão entre as unidades que poderão receber sistemas de climatização e geração de energia solar por meio de um projeto que prevê investimentos superiores a R$ 100 milhões na Bacia do Rio Doce.
No Espírito Santo, a iniciativa alcança 11 municípios: Anchieta, Aracruz, Baixo Guandu, Colatina, Conceição da Barra, Fundão, Linhares, Marilândia, São Mateus, Serra e Sooretama.
O projeto faz parte das ações vinculadas à reparação dos danos provocados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), e prevê intervenções em mais de 600 escolas municipais de Minas Gerais e do Espírito Santo.
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O acordo foi apresentado em Mariana com participação de representantes municipais e federais.
Ao todo, serão contemplados 49 municípios, sendo 38 mineiros e 11 capixabas. A expectativa é beneficiar aproximadamente 100 mil estudantes e profissionais da educação.
Cerca de 3 mil salas serão climatizadas
O projeto prevê a climatização de aproximadamente 3 mil salas de aula, além da instalação de sistemas de geração de energia solar com capacidade total estimada em 6,7 MWp.
A proposta é que a geração fotovoltaica ajude a compensar o aumento do consumo de eletricidade provocado pelo funcionamento dos aparelhos de ar-condicionado.
As intervenções não serão limitadas à instalação dos equipamentos. Antes disso, as escolas poderão passar por adequações nas instalações elétricas, incluindo cabos, quadros, proteções e circuitos necessários para suportar a nova demanda.
A estrutura dos prédios também deverá ser avaliada para verificar as condições dos telhados e a viabilidade da instalação dos painéis solares.
Quantas escolas de Colatina serão atendidas?
Apesar de Colatina, Baixo Guandu, Linhares e os demais municípios capixabas estarem dentro da área abrangida pelo projeto, a quantidade de escolas e salas contempladas em cada cidade ainda não está definida.
A seleção das unidades deverá seguir critérios técnicos, entre eles condições de temperatura, vulnerabilidade ao calor e viabilidade das instalações.
Isso significa que a inclusão do município no programa não representa, neste momento, que todas as escolas da rede municipal receberão aparelhos de ar-condicionado ou painéis solares.
O levantamento técnico será responsável por determinar quais unidades entrarão no projeto e quais adaptações serão necessárias em cada prédio.
Recursos vêm da reparação do Rio Doce
O acordo de cooperação técnica para implantação do projeto foi assinado em Mariana pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e pelo Conselho Federal de Participação Social da Bacia do Rio Doce e Litoral Norte Capixaba (Coridoce).
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ficará responsável pela execução e liberação dos recursos, enquanto o Coridoce deverá atuar na articulação com as prefeituras.
O investimento superior a R$ 100 milhões faz parte das ações de reparação destinadas aos municípios atingidos pelo desastre da barragem de Fundão.
Além de proporcionar maior conforto térmico para alunos, professores e demais profissionais, a utilização da energia solar busca reduzir o impacto que os novos aparelhos de climatização poderiam provocar nas despesas de energia das prefeituras.
Saiba quais são as 9 cidades do Espírito Santo
As cidades capixabas abrangidas são:
- Aracruz
- Baixo Guandu
- Colatina
- Conceição da Barra
- Fundão
- Linhares
- Marilândia
- São Mateus
- Sooretama
Os próximos passos incluem levantamentos técnicos, definição das escolas, elaboração dos projetos, contratação e instalação dos equipamentos. Somente após essa etapa será possível saber quantas escolas de Colatina, Baixo Guandu, Linhares e dos demais municípios serão efetivamente atendidas.
ES FALA: informações crédito Folha1-Baixo Guandu.




