Pogust Goodhead saiu da ação de Mariana na Inglaterra? Escritório esclarece situação aos atingidos
Diretor afirma que escritório continua representando milhares de brasileiros e contesta decisão que teria autorizado outra banca a conduzir a ação inglesa

O Pogust Goodhead continua representando os atingidos pelo rompimento da barragem de Mariana na ação que tramita na Inglaterra? A dúvida ganhou espaço após informações envolvendo uma decisão do Comitê de Clientes que teria autorizado outro escritório de advocacia a assumir a condução do processo.
Diante dos questionamentos, o diretor de marketing do Pogust Goodhead, Caio Blanco, publicou nesta quarta-feira (2) um vídeo nas redes sociais para esclarecer a situação aos clientes brasileiros.
Segundo Blanco, o escritório inglês não deixou a ação e continua representando milhares de brasileiros que buscam indenizações pelos danos provocados pelo rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em Mariana, em novembro de 2015.
Escritório contesta decisão do Comitê de Clientes
No vídeo, o diretor também se manifestou sobre a decisão do Comitê de Clientes que teria dado autorização para que outro escritório de advocacia conduzisse a ação inglesa.
De acordo com Blanco, a iniciativa careceria de fundamentos legais. O representante do Pogust Goodhead sustenta ainda que uma mudança dessa natureza poderia ser prejudicial aos interesses dos próprios clientes.
Uma das preocupações apresentadas pelo escritório é o possível impacto sobre o andamento do processo.
Segundo Blanco, a iniciativa poderia provocar atrasos no recebimento de eventuais indenizações pelos atingidos.
Atingidos aguardam indenizações
A discussão sobre quem conduz a representação ganha importância principalmente para os milhares de brasileiros que aderiram à ação e aguardam uma definição sobre as indenizações.
No Espírito Santo, o assunto é acompanhado de perto por moradores de municípios atingidos ao longo da Bacia do Rio Doce, entre eles Colatina e Baixo Guandu.
O rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, ocorreu em 2015 e provocou impactos ao longo da Bacia do Rio Doce até o Espírito Santo.
Com a manifestação divulgada nesta quarta-feira, o Pogust Goodhead busca afastar a dúvida sobre uma eventual saída do processo: conforme a versão apresentada pelo escritório, a banca permanece na ação inglesa e continua representando seus clientes brasileiros.




