“O tamanho desse bichão”: elefante-marinho surpreende banhistas em praia de Linhares
Animal foi filmado descansando na areia de Pontal do Ipiranga nesta quinta-feira (10); ele já havia sido visto na região de Degredo e vem sendo monitorado desde agosto

Uma presença nada comum para quem caminhava pela praia chamou a atenção na manhã desta quinta-feira (10), em Pontal do Ipiranga, Linhares. Um elefante-marinho de grandes proporções apareceu descansando tranquilamente na areia e surpreendeu quem passava pelo local.
O animal foi registrado em vídeo por um banhista que, impressionado com a cena, aproximou-se e não escondeu a surpresa:
“O tamanho desse bichão.”
Apesar da curiosidade provocada pela aparição, especialistas alertam que a aproximação não é recomendada e que é necessário manter distância do animal.
Ele já havia aparecido em Degredo
Não foi a primeira aparição recente do elefante-marinho no litoral de Linhares. Na terça-feira (8), o mesmo animal havia sido observado na região de Degredo, próxima a Pontal do Ipiranga.
O Instituto Baleia Jubarte informou que acompanha o elefante-marinho desde 4 de agosto e que o monitoramento continua.
Segundo Milton Marcondes, médico-veterinário e coordenador de pesquisa do Instituto Baleia Jubarte, a passagem desses animais pela região não é considerada incomum.
Durante a juventude, eles costumam viver em colônias na Argentina. Quando adultos, entretanto, podem percorrer grandes distâncias e chegar ao litoral brasileiro.
Por que ele fica parado na areia?
A imagem de um animal desse tamanho praticamente imóvel na praia pode provocar preocupação, mas o comportamento pode ser simplesmente uma necessidade de descanso.
Os elefantes-marinhos passam grande parte do tempo no mar, onde procuram alimento. Depois de longos períodos de atividade, podem utilizar a faixa de areia para repousar e recuperar energia.
Por isso, encontrar um animal descansando na praia não significa, por si só, que esteja ferido ou necessitando de intervenção.
Distância mínima recomendada é de 20 metros
O aparecimento também exige cuidado de moradores, turistas e curiosos. A orientação é manter pelo menos 20 metros de distância e não tentar tocar, alimentar, espantar ou se aproximar do elefante-marinho para conseguir fotos e vídeos.
Embora possa aparentar lentidão enquanto descansa, trata-se de um animal selvagem, grande e pesado, capaz de realizar movimentos rápidos quando se sente ameaçado.
Segundo o especialista, há ainda possibilidade de mordidas e transmissão de doenças, reforçando a necessidade de respeitar o espaço do animal.
A recomendação, portanto, é simples: quem tiver a oportunidade de presenciar a passagem do elefante-marinho pelo litoral de Linhares pode apreciar a cena, mas sempre de longe.




