No dia Nacional do Café o produtor colatinense não tem muito o que comemorar

Compartilhar no facebook
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no google
Compartilhar no twitter
Compartilhar no email
Compartilhar no print

Colatina já figurou entre as cidades que mais produziu café no Brasil. Mesmo perdendo lugar no ranking nacional, o fruto é o mais cultivado no interior de Colatina. Centenas de famílias têm no cultivo do café como a principal renda. 

Em sua grande maioria, o plantio e colheita são feitos de forma manual, por isso neste período do ano, na época da panha, famílias inteiras se dedicam a prática da colheita. Mas a mão de obra especializada também é contratada de outras cidades e estados. Chegam no município de Colatina, e região centenas de profissionais que vêm dos estados de Minas Gerais e Bahia.

A produção oficial do município de Colatina este ano está prevista para em torno  de 200  mil sacas do produto, o que resulta num montante financeiro  que corresponde a 1,72% do PIB municipal. A Produção colatinense já foi a maior do Brasil, mas com a fragmentação da cidade em suas emancipações, o número diminuiu através dos  anos.  

Nesta sexta-feita (24), em que se comemora o Dia Nacional do Café, no fechamento do mercado, a saca está custando 280.00. O Café Conilon detêm a liderança do plantio no município. “A oscilação do valor desta commoditie é constante. Ela está sujeita ao tempo, temperatura, fatores globais e do mercado financeiro”, disse Luiz Fernandes Alvarenga, proprietário  da Casa do Café que convive junto ao setor cafeeiro há  46 anos. 

Em Colatina, 90% dos produtores são da agricultura familiar, onde em sua maioria, a mão de obra é fornecida pelos próprios participantes da família nuclear. Com  isso o gasto com mão de obra externa  é economizada. E se faz necessário, pois o custo de produção de uma saca de café passa dos 150 reais, e com o preço de mercado atual  a participação de todos nesse momento de colheita é uma questão de sobrevivência.

Esta safra trazia uma expectativa muito grande dos produtores do município, pois desde 2015, a natureza não deu tréguas para o agricultor de Colatina e região. Inicialmente com uma enchente no ano de 2015, e posteriormente um período de seca prolongada por mais de 3 anos. Tudo isso fez com que o agricultor familiar, os produtores de café do município,esperassem um ambiente favorável para a produção e colheita deste ano. Mas, como o mercado dita as normas em todos os negócios, e principalmente nas commodities, o preço está bem abaixo do esperado.     

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Receba notícias exclusivas diariamente no seu celular