A parte mais baixa do bairro Gordiano Guimarães, conhecido como Ponte do Pancas, sofreu com a cheia do rio na madrugada desta terça-feira. Com as fortes chuvas na cidade de Pancas e adjacências o acumulado de água fez com que em várias localidades o rio transbordasse, em muitos locais apenas atingindo pastos, mas na comunidade de Ponte do Pancas, interior de Colatina, famílias ficaram desabrigadas.
Era 2h30m da madrugada quando um morador ouviu uma movimentação diferente na rua da comunidade, quando foi observar o motivo da agitação percebeu que às águas do Rio Pancas estavam invadindo as residências da parte mais baixa da comunidade. No total cinco famílias tiveram que sair de suas casas e se abrigaram em outras regiões.
Na localidade desde 2013 já ocorreram 3 enchentes, sendo que está foi a de menor proporção, mas mesmo assim levando transtorno para a comunidade e apreensão aos moradores de outras partes do bairro, pois casas e comércios aguardam ansiosamente a diminuição do nível do rio, pois existe risco de serem atingidos se a precipitação aumentar na cidade de Pancas.
Mas entre as dificuldades vivenciadas pela comunidade, uma ação se destaca. É a de um morador local, cuja casa não foi atingida pela cheia do rio, mesmo assim se sensibilizou com a dor alheia e fez o transporte dos moradores pelo percurso da área alagada, pois aproximadamente um trecho que 500 metros ficou intransitável. Não passam carros, ônibus e nem caminhões.
Esse senhor se chama Gevacir Azevedo, ele utiliza seu próprio barco para fazer o translado, diz que é um prazer para ele ajudar as pessoas. “Não cobro pela ajuda nem um centavo, mas quando a pessoa insiste em dar alguma coisa eu aceito”. Revela o pescador que até ao meio dia já havia feito o percurso mais de 50 vezes.
Em comunicado a Empresa Joana Darc disse que “Em razão das cheias do Rio Pancas que inundaram áreas da estrada que dá acesso a Comunidade de São Salvador, informamos que a linha 191- Gordiano Guimarães / São Salvador está momentaneamente fora de operação”.
Moradores da comunidade reclamaram que não houve nenhuma ação da Defesa Civil do Município de Colatina até o presente momento, para amenizar as dificuldades da comunidade.















