Coren-ES fiscaliza unidades de saúde em Pancas e relata problemas ao Ministério Público

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A presidente do Coren-ES (Conselho Regional de Enfermegam do Espírito Santo), Andressa Barcellos, e a coordenadora de Fiscalização, Jussara Sardenberg, inspecionaram três unidades de saúde no município de Pancas, cidade a 58 km de Colatina, na última terça-feira (09), para verificar as condições em que auxiliares, técnicos e enfermeiros estão atuando. Também participaram da ação o diretor do Sindicato dos Enfermeiros, Fabrício Pinto, e a advogada da entidade, Cláudia Barros Pereira.

A primeira visita ocorreu na US de Laginha, onde foram constatados diversos problemas, como o fornecimento de capotes com gramatura abaixo da recomendada pela Anvisa, falta de sabão líquido no banheiro, sala de esterilização em espaço pequeno com material no chão e sala de curativo sem local para lavar a ferida.

Mais irregularidades foram verificadas na Unidade de Montes Claros. Máscaras cirúrgicas sem especificação da ABNT, capote com gramatura inferior e ausência de capote impermeável, falta máscara N95 e óculos de proteção. Também não há um setor de esterilização e nem veículo para os casos de emergência.

No Pronto Atendimento a situação era ainda mais grave. Os profissionais não foram treinados para a coleta de swab, que ainda é feita em sala fechada e sem filtro Hepa. As máscaras cirúrgicas não possuem clipe nasal e o número de técnicos e enfermeiros é insuficiente para a quantidade de pacientes. Outro problema é a falta de um espaço para descanso.

Tudo foi relatado ao promotor (Antônio Carlos Gomes da Silva Júnior) do Ministério Público Estadual, na presença do secretário de Saúde de Pancas, Cléber da Silva Junior. Ambos se comprometeram, cada um dentro da sua competência, a adotar medidas para adequar os serviços nas unidades de saúde.

O relatório detalhado da fiscalização será enviado ao MPES.“As irregularidades encontradas comprometem a assistência de Enfermagem e colocam em risco tanto os profissionais quanto os pacientes. Por isso precisam ser corrigidas o mais breve possível”, disse a presidente do Coren-ES, Andressa Barcellos.

A fiscalização em Pancas fez parte da Operação Anna Nery foi iniciada em 11 de maio e não tem prazo para terminar.

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