Funcionário do Hospital Sílvio Avidos é a décima segunda pessoa a morrer vítima da Covid-19 em Colatina

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A décima segunda vítima do Covid-19 em Colatina era um carioca típico. Brincalhão, contador de piadas, que adorava a vida e as pessoas. Morando a 32 anos em Colatina, Reinaldo Fernandez de Mendonça, carinhosamente chamado de carioca, devido a sua naturalidade, veio para Colatina e após se apaixonar por sua companheira a 32 anos, passou a morar definitivamente no município. 

Carioca iniciou seu trabalho no município como vendedor de seguros e com o passar dos anos prestou concurso público para o Estado e a 23 anos trabalhava como motorista do Hospital Sílvio Avidos. Querido por todos em seu trabalho, muitas manifestações ocorreram devido ao seu falecimento, onde colegas de hospital elogiavam sua postura ética e solidária, um amigo que não media esforços para ajudar as pessoas.

Reinaldo foi internado por duas vezes, na sua luta pela vida contra a Covid-19. Após quatro dias sentindo sintomas da gripe como febre e tosse, no dia 23 de maio, foi internado no Hospital Sílvio Avidos, onde ficou por três dias. O primeiro teste deu negativo para Covid-19. Após ter alta voltou para casa, mas os sintomas permaneceram. Na comunidade em que vivia, o bairro Columbia, repetiu o teste e desta vez o resultado foi positivo.

Na quarta-feira (27), foi novamente internado, já no dia seguinte foi transferido para o Hospital Meridional em São Mateus. A família tentou mantê-lo internado em Colatina, mas não foi possível, pois quando um hospital da rede pública tem suas vagas de UTI ocupadas em 50%, o paciente é transferido para o hospital que disponibiliza um maior número de vagas.

Reinaldo Fernandez de Mendonça, ficou por 15 dias internado, lutando pela vida, mas a 1h10m desta quinta-feira (11), não resistiu ao vírus e veio a falecer. Sua companheira disse que se emociona todas as vezes que lê as manifestações de afeto através das redes sociais. “Tantas palavras lindas, que falam como ele era, que mesmo tanta tristeza que estamos vivendo, o nosso coração se enche de bons sentimentos ao ler”. Revela Lindaura Hommer.

Carioca estava de licença no período que contraiu o Covid, estava prestes a se submeter a uma intervenção cirúrgica no joelho. Ele era hipertenso e estava fazendo um tratamento para normalizar a taxa de ácido úrico.

Extrovertido e brincalhão, adorava contar piadas, apaixonado pela vida e por sua esposa. Assim era Reinaldo, o Carioca, que a 32 anos chegou a cidade e permaneceu por toda a sua vida.  Reinaldo deixa dois filhos, dois enteados, mulher e muitos amigos que adoravam viver com ele, pelo que ele representava e pela sua felicidade que era contagiante.

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