Neto Barros e o deputado Dary Pagung se aliam para enfrentar o ex-prefeito Lastênio Cardoso nas eleições

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O convite do prefeito de Baixo Guandu, Neto Barros (PCdoB), noroeste do Estado, feito ao deputado estadual Dary Pagung (PSB) para ser o candidato à sua sucessão em 15 de novembro, é o prosseguimento do acordo firmado nas eleições municipais de 2016, que garantiu sua reeleição. Mesmo se for recusado, como aponta o mercado político, deixa o grupo do atual prefeito fortalecido para eleger o seu sucessor, no embate contra o ex-prefeito Lastênio Cardoso (PSDB). 
O encontro, no último final de semana, entre os dois antigos adversários, juntos desde 2016, deve selar a indicação para vice do vereador Aguinaldo da Fênix (MDB), que sem o acordo seria, hoje, o candidato a prefeito de Dary, enquanto Neto Barros entraria na sucessão indicando o candidato a prefeito, recaindo a escolha no atual vice, Eloy Avelino (PDT).

A recusa de Dary Pagung em concorrer à Prefeitura de Baixo Guandu faz parte de uma estratégia visando ampliar a influência do grupo na região, mantendo-o no exercício do mandato, com chances de disputar a presidência da Assembleia Legislativa, em fevereiro de 2021, ou ser indicado para uma vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado (TCE). Além disso, pesaria na recusa o fato de que sua saída da Assembleia é vista como prejudicial ao município.

Essa movimentação e o fato de Dary Pagung ser do mesmo partido do governador Renato Casagrande despertam reações, como a do deputado Enivaldo dos Anjos (PSD), da base do governo e com reduto eleitoral em Barra de São Francisco, também no noroeste do Estado. Na sessão da Assembleia Legislativa desta quarta-feira (19), o deputado se queixou da falta de lealdade do partido do governo e chegou a citar o PCdoB, sigla de Neto Barros, que cresce na região.

Em 2016, a disputa em Baixo Guandu foi polarizada entre o atual prefeito Neto Barros e o seu antecessor, Lastênio Cardoso (PSDB), havendo relevância o posicionamento do deputado estadual Dary Pagung, à época no PRP. A expectativa era de que Pagung apoiasse Lastênio, mas a companhia do ex-prefeito, que acumula denúncias, foi encarada como negativa.

Lastênio Cardoso teve as contas referentes ao ano de 2012 rejeitadas pela Câmara de Vereadores, em abril deste ano, o que representa mais um empecilho para sua campanha eleitoral. Já Neto Barros aumentou o capital político não só em Baixo Guandu, mas em toda a região noroeste.

O atual prefeito foi um dos líderes do movimento em protesto contra o crime da Samarco/Vale-BHP, ocorrido em 2015 com o rompimento da barragem de Mariana, Minas Gerais, causando a morte de 19 pessoas e devastando a bacia do Rio Doce, onde a cidade de Baixo Guandu está situada. Toda a movimentação ainda tem papel relevante, considerando que o município luta até hoje para ter os direitos dos atingidos reparados.

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