Coronavírus: sete dias sem mortes. Entenda os critérios que podem levar Colatina ao sonhado Risco Baixo na próxima semana

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Com uma doença que já matou em poucos meses 112 colatinenses não se pode baixar a guarda até por que o número de contaminados no município ainda é grande. Mas passar 7 dias sem um óbito decorrente da Covid-19 é algo especial para uma cidade que vivenciou tantas mortes de pessoas anônimas e populares tão queridas por muitos ou pelos seus familiares.

Os últimos óbitos em Colatina, foram registrados pela Secretaria de Saúde no dia primeiro de setembro, mas uma das mortes anunciadas ocorreu no dia 31 de agosto.

As últimas vítimas foram: Zilda Faquinote Ribeiro de 73 anos, Gentila Margon Vago de 86 anos e Laudecyr Fuzari de 71 anos. Sendo assim, após meses, Colatina passa sete dias sem uma morte ocasionada pelo novo coronavírus. 

Os números em relação aos leitos ocupados, número de mortes e de contaminados, traz esperança a população colatinense de que em breve a cidade possa ser classificada no “Risco Baixo” e desta forma voltar a ter todos os setores de portas abertas sem nenhum tipo de restrição.

Os índices de internação e isolamento social também diminuíram significativamente. No último boletim emitido pela Prefeitura Municipal de Colatina, a cidade tinha 17 pessoas internadas devido ao novo coronavírus e 488 em isolamento domiciliar, número que também vem diminuindo consideravelmente a cada dia.

Outro dado que chamou a atenção no último boletim é o número de novos casos registrados. Apenas um caso foi confirmado nesta segunda-feira (7) e 15 novos pacientes estão curados da doença.

ENTENDA OS CRITÉRIOS

A matriz leva em conta dois eixos principais: ameaça e vulnerabilidade. Mas como isso funciona na prática? 

De acordo com o coronel Alexandre dos Santos Cerqueira, Comandante-Geral do Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo, no eixo da ameaça são analisados:

– o número de casos ativos por município dos últimos 28 dias;

– a quantidade de testes realizados por grupo de mil habitantes (que pode indicar pessoas assintomáticas e tendências de infecções);

– e a média móvel de óbitos dos últimos 14 dias (somatório do número de mortes dos últimos 14 dias dividido por 14).  

Já o eixo de vulnerabilidade, passa a considerar a taxa de ocupação de leitos potenciais de UTI exclusivos para tratamento da covid-19, isto é, a disponibilidade máxima de leitos para o tratamento da doença. Hoje em dia, o Espírito Santo dispõe, segundo dados do Painel Covid-19, de 715 leitos de UTI equipados, para receber pacientes infectados com o coronavírus. Entretanto, devido à política de remanejamento de leitos covid-19 para outras enfermidades, feita pelo governo do Estado, atualmente estão disponíveis à população 633 vagas nas unidades de terapia intensiva para tratamento da doença.

Para a elaboração da matriz de risco, é levado em consideração o total de leitos aptos a receberem pacientes com covid-19, mesmo que esses leitos estejam destinados, hoje, a outras enfermidades. “Esses leitos possuem toda a estrutura necessária para receber esses pacientes e podem ser rapidamente readequados para essa finalidade.

De acordo com o Painel Covid-19, atualmente a taxa de ocupação desses leitos potenciais de UTI exclusivos para o tratamento da doença está em menos de 60% em todo o Espírito Santo. Os números considerados para a elaboração da matriz são os observados na sexta-feira à noite. 

É Realizado o acompanhamento dos números ao longo de toda a semana, mas na hora de elaborar a matriz de risco, é usado os dados da noite de sexta-feira. No sábado pela manhã é feita uma checagem desses números e, logo depois, o mapa de risco é divulgado, para entrar em vigor na segunda-feira.

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