Enquanto os fim das coligações partidárias para a eleição de vereadores fez a maioria dos municípios capixabas registrar número recorde de candidaturas para eleições municipais deste ano, em duas cidades que fazem divisa com Colatina a disputa será polarizada. Nesses municípios apenas dois candidatos disputarão as eleições.Ambas as cidades seguem uma tradição política de terem poucos candidatos a majoritária.
O fim das coligações impede que partidos formem chapas com outras siglas nas disputas por vagas nas câmaras municipais. Com a nova regra, cada partido teve que registrar uma chapa própria, o que aumentou a importância de lançar candidatos a prefeito para “puxar votos” e dividir palanque com o candidato a vereador.
Duas cidades que fazem divisa com Colatina terão duas cidades onde terão somente dois candidatos a prefeito. Itaguaçu e Governador Lindemberg. Cidades que repetem a polarização que ocorreu em 2016.
CANDIDATOS A PREFEITO DE GOVERNADOR LINDENBERG.
– Leonardo Finco ( cidadania)
– Paulo Coradine (PSB)
CANDIDATOS A PREFEITO DE ITAGUAÇU.
– Mário João Sarnaglia (MDB)
– Ueslei Corteletti (Republicanos).
POLARIZAÇÃO PODE ENFRAQUECER DEMOCRACIA.
As eleições polarizadas podem enfraquecer a democracia. Como dois lados, geralmente, se baseiam em rivalidades locais e tradições políticas, as pautas importantes que deveriam ser propostas podem ser deixadas de lado. A polarização impede o surgimento do novo,a alternância de poder, e os debates importantes são deixados de lado. Esta afirmativa que é unânime entre os sociólogos.
Mas também não significa que o contrário seja saudável. Os municípios que registram uma explosão de candidaturas também podem estar se afastando da democracia. Como os eleitores vão saber, entender e conhecer as propostas de tantos candidatos. Essa fragmentação é uma prova da pouca qualificação do processo político brasileiro.













