Mulher que está presa em Colatina se inspirou em filme para matar o pai carbonizado

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Presa em Praia Grande, Fundão, por suspeita de ter assassinado o próprio pai, Claudia Campos Vieira, de 41 anos, teria se inspirado em um filme para atear fogo e matar Aparecido Osmar Vieira, de 65 anos. A investigação aponta que a provável motivação do crime é vingança, uma vez que ela teria relatado à família que, quando criança, sofria abusos sexuais praticados pelo pai.

E seria essa prática abusiva que teria levado Cláudia a se inspirar a se inspirar no filme “Doce Vingança”. Na obra, lançada em 2010, a protagonista é vítima de abusos sexuais, mas consegue escapar e planejar uma punição contra os seus abusadores. As informações foram confirmadas pelo sargento Soeiro, que participou da prisão da mulher.

PRISÃO

Permanece detida no Centro Prisional Feminino de Colatina e sem nenhum pedido de transferência até agora a mulher suspeita de matar o pai carbonizado em uma cidade do interior de São Paulo. Cláudia Campos Veiga, de 41 anos, foi presa no último sábado (4) no balneário de Praia Grande, em Fundão. 

A suspeita disse que foi abusada pelo pai, Aparecido Omar Veiga, de 65 anos, durante a adolescência. O crime aconteceu em 9 de julho no município paulista de Embu-Guaçu. Dias antes, Claudia teria ligado para o irmão e comentado sobre o filme “Doce Vingança”, em que a vítima de estupro mata os abusadores. 

Um ex-namorado foi ouvido pela polícia. Ele contou que durante 30 anos Cláudia alimentou o desejo de se vingar do pai por conta da violência sofrida na juventude. Ela era procurada pela polícia paulista há quase dois meses. Omar, como era conhecido, morava em uma casa de reabilitação para moradores de rua há cinco anos. Ele costumava ser visitado pelos filhos. Cláudia, por exemplo, saía de Manaus, onde morava, para encontrar o pai em São Paulo. No dia do crime, a suspeita pediu para fazer uma trilha com ele. No meio do caminho, ela teria ateado fogo em Omar.

Um voluntário da casa de reabilitação estranhou a demora de Cláudia e do pai para voltar do passeio e resolveu ir atrás deles. Quando se aproximou da mata, o rapaz viu as chamas. Ele pediu ajuda para outros voluntários da casa de reabilitação para apagar o fogo. Cláudia não foi mais vista no local. 

De acordo com peritos da Polícia Civil, o corpo de Omar não apresentava sinais de agressão. A polícia acredita que ele tenha sido amarrado e queimado vivo.

Fotos da suspeita foram divulgadas e a mulher foi reconhecida por moradores de Praia Grande, em Fundão. Ela se apresentava como artesã e vendia colares, amuletos e pulseiras na praia. No sábado(4) ela acabou presa. 

Segundo a polícia, Cláudia se mudava com frequência e revelou para os policiais militares que pretendia fugir para o Nordeste no dia que foi presa. Inicialmente, a suspeita foi encaminhada à Delegacia Regional de Aracruz e, após interrogatório, levada para o Centro Prisional Feminino de Colatina. Segundo a Polícia Civil, a possível transferência da detida ficará a cargo de decisão do Poder Judiciário de São Paulo.

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