Juiz eleitoral desfaz comissão do MDB de Colatina nomeada por Rose de Freitas

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Ainda está longe a pacificação prometida pela senadora Rose de Freitas ao assumir a presidência do MDB no Estado, em janeiro deste ano. Os conflitos internos permanecem, como mostra decisão do juiz eleitoral Lindemberg José Nunes, que suspendeu, na quinta-feira (18), a nomeação da comissão provisória municipal de Colatina, no centro-oeste do Estado, ignorando o registro e homologação dos nomes eleitos na convenção municipal do partido, realizada no dia 15 de maio.

Nomeações para cargos e a prorrogação de mandatos em diretórios municipais do MDB pela senadora Rose de Freitas, presidente da Comissão Provisória Estadual, em desacordo com o estatuto da sigla, vêm sendo objeto de denúncia, acirrando uma nova crise interna no partido.

Em maio, Lauristone da Silva foi reeleito presidente da Executiva de Colatina. Ele foi “atropelado pela nomeação de uma comissão, incluindo pessoas que nem são membros do partido”, comentou, e cita o vice-presidente da comissão, Pergentino de Vasconcelos Júnior, diretor do Centro Universitário do Espírito Santo (Unesc), que está filiado ao Cidadania. O recurso administrativo, formulado na época, evoluiu para a judicialização, resultando na decisão do juiz Lindemberg José Nunes.

De acordo com a denúncia, “o estatuto prevê que os membros dos diretórios e das comissões executivas, assim como suplentes serão considerados automaticamente empossados, tão logo sejam proclamados os resultados das respectivas eleições”.

Nas alegações, acolhidas pela Justiça, afirma que Rose de Freitas, presidenta da Comissão Provisória Estadual, “ao invés de conferir seguimento ao rito processual para o registro e homologação da eleição realizada pelos filiados do partido, simplesmente promoveu nomeação de comissão provisória, sem a apresentação de quaisquer justificativas, por deliberação monocrática, sem formalidades, tão somente pelo manejo de senhas junto ao TRE-ES [Tribunal Regional Eleitoral]”.

Ao assumir o MDB no Espírito Santo, Rose ressaltou que a decisão foi “tomada com consciência, vontade de ver o MDB crescer no Espírito Santo, se organizar e superar as dificuldades”. O reingresso de Rose visava acalmar o conflito entre o grupo do ex-deputado federal Lelo Coimbra, que perdeu a presidência da executiva, e o grupo do deputado estadual José Esmeraldo, na disputa pelo controle da sigla no Estado.

Rose de Freitas, que foi eleita senadora pelo partido em 2014, é alinhada ao governador Renato Casagrande (PSB) e tenta a reeleição em 2022. Busca manter seus redutos eleitorais no interior, que lhe garantiram vitórias, e trabalha também para fortalecer a pré-campanha do governador junto a prefeitos e vereadores.

ES FALA: informação Século Diário.

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