Atingidos da Samarco de vários municípios dos estados do Espírito Santo e Minas Gerais realizaram por volta das 9h desta quarta-feira (28) uma manifestação contra a Fundação, a Vale e a BHP, responsáveis pelo rompimento da barragem de Mariana, em 2015, que lançou milhões de toneladas de lama tóxica no Rio Doce.
O local da manifestação foi a ponte Florentino Avidos, no centro de Colatina, que foi interditada para chamar a atenção das autoridades a um conjunto de reivindicações dos atingidos pelo Caso Samarco. A ponte teve o trânsito liberado por volta das 11h.
A pauta de reivindicações dos atingidos foi longa, envolvendo, entre outros assuntos, o retorno imediato das listas de Indenizações no Novel, o pagamento integral do dano d’água já garantido pela Justiça, o retorno do Auxílio Financeiro Emergencial (AFE) e também a recuperação do Rio Doce, que, segundo laudo especializado divulgado recentemente, dá conta da contaminação severa dos peixes e da água do manancial.
Na parte da tarde, os manifestantes também fecharam a linha férrea, na altura do bairro Noêmia Vitali. Pneus foram queimados sobre a ferrovia. Com isso, o tráfego dos trens da Vale está momentaneamente paralisado, embora a tendência é haver um diálogo para desocupação da linha.















