No dia 25 de outubro, celebra-se o Dia do Sapateiro, uma profissão que remonta a tempos antigos, quando os seres humanos reconheceram a importância de proteger seus pés das asperezas do solo. Ao longo dos séculos, o ofício evoluiu de uma mera função de proteção para uma expressão da moda e da arte, desempenhando um papel crucial na história da vestimenta e do estilo pessoal.
Quando surgiu, a profissão de sapateiro era frequentemente discriminada e considerada menos relevante. No entanto, hoje, o ofício é passado de geração para geração e continua a ser apreciado por muitos. A manutenção de calçados está novamente em alta demanda, mas poucos profissionais possuem as habilidades necessárias para realizar reparos de qualidade.
Na cidade de Colatina, Jacimar Conceição Fernandes é proprietário da Sapataria do Suku e atua como sapateiro há 40 anos. Ele aprendeu o ofício observando o saudoso Eleotério Gotardo, um sapateiro renomado na região. Em uma entrevista ao Portal de Notícias ES Fala, Jacimar revelou que a procura por reparos de calçados continua intensa na região.
Ele destacou que Colatina abriga atualmente cinco sapatarias onde os profissionais seguem a tradição do sapateiro. Uma curiosidade notável é o aumento na procura por serviços de reparo por parte do público feminino. Jacimar acredita que o mercado nunca absorverá completamente a profissão, pois a exigência de determinados clientes sempre manterá a necessidade da existência dos sapateiros.
No Brasil, a profissão de sapateiro enfrenta ameaças de extinção devido à escassez de profissionais capacitados no mercado. No entanto, novas oportunidades surgem, especialmente no segmento de luxo, onde a procura por esses artesãos habilidosos tem crescido nos últimos tempos.













