Primeira audiência agendada para 31 de janeiro dá início a um novo capítulo no processo movido pelo desastre ambiental da Samarco, no qual milhares de residentes de várias cidades aguardam resolução.
O desdobramento do processo judicial envolvendo o desastre da Samarco ganha destaque com a audiência inaugural marcada para 31 de janeiro na corte inglesa. Este processo, encabeçado pelo escritório de advocacia internacional Pogust Goodhead, busca reparações no valor de R$ 230 bilhões para mais de 700 mil indivíduos afetados, incluindo moradores de Baixo Guandu, Colatina, Marilândia e Linhares.
Desde 2018, o desenrolar do processo na justiça estrangeira representa uma busca por justiça para os atingidos ao longo da Bacia do Rio Doce após o rompimento da barragem de Fundão, um marco no histórico de desastres ambientais no Brasil. A ação busca responsabilizar a Vale e a BHP, empresas rés no caso, por danos causados à região.
BAIXO GUANDU FOI UMA DAS PRIMEIRAS A ADERIR
O ex-prefeito de Baixo Guandu, Neto Barros, autorizou a inclusão do município no processo movido pelo escritório de advocacia inglês em 2019. Cerca de 10 mil pessoas da cidade uniram-se na busca por compensações financeiras e aguardam os desdobramentos judiciais para encontrar alguma resolução para os impactos sofridos desde o desastre.
O andamento do processo na corte inglesa traz não só a esperança por compensações financeiras, mas também a expectativa por um desfecho justo e que traga algum alívio para as comunidades afetadas pelo desastre ambiental. A primeira audiência, que marca um novo ciclo no desdobramento dessa luta judicial, é aguardada com grande expectativa por todos os envolvidos.















