Há três anos, Colatina testemunhava o início de um capítulo crucial em sua história – a vacinação contra a Covid-19. Em meio a cenas impactantes de hospitais lotados e cemitérios sobrecarregados, Demervania de Souza, enfermeira do Hospital Sílvio Avidos, foi a primeira a receber a dose da esperança.
Desde então, o cenário mudou, mas as cicatrizes permanecem. Com 416 vidas perdidas para a Covid-19 nas quatro ondas da doença, a cidade passou por momentos difíceis. Entretanto, o esforço coletivo resultou em cinco diferentes doses da vacina sendo disponibilizadas, com a última, reforço da bivalente, destinada a idosos e imunocomprometidos.
O impacto da vacinação reflete-se nos números. Colatina registrou 54.052 casos confirmados desde o início da pandemia, mas há 220 dias não há registro de mortes. O medo que assolava a cidade deu lugar à esperança, mas a adesão à vacinação ainda é um desafio. Menos da metade da população procurou os postos de saúde para receber a imunização, deixando uma parte significativa sem a garantia de proteção completa contra a Covid-19.
O aniversário de três anos desde a primeira vacinação no Brasil, administrada à enfermeira Mônica Calazans, é uma oportunidade de reflexão sobre a jornada de Colatina, de superação da tragédia à construção de um futuro mais seguro. A vacinação continua sendo uma ferramenta vital na defesa contra a doença, e o legado desses três anos deve servir como um lembrete da importância de proteger a comunidade e preservar vidas.















