Sooretama busca reconhecimento como cidade impactada pelo desastre de Mariana

Em reunião na última quarta-feira (23), na comunidade de Patrimônio da Lagoa Juparanã, representantes de Sooretama formalizaram reivindicação junto ao Ministério Público do Espírito Santo (MPES) e Ministério Público Federal (MPF) para que a cidade de pouco mais de 26 mil habitantes, segundo o IBGE, seja reconhecida como impactada pelo rompimento da barragem de Fundão, pertencente à mineradora Samarco, no município mineiro de Mariana.

O desastre ocorreu em novembro de 2015 e afetou toda a região da bacia hidrográfica do Rio Doce, desde Minas Gerais até o Espírito Santo.

De acordo com um dos líderes do movimento, o vereador Wellington Costa Jorge, a Procuradoria Jurídica da Prefeitura de Sooretama, com base em laudos da Defesa Civil Municipal, preparou toda a documentação necessária para fundamentar o pedido de reconhecimento do município como território impactado. Além de Wellington, o vice-prefeito, Fernando Camiletti e o coordenador da Defesa Civil, Antônio Ângelo Mai, participaram da reunião com membros do MPES e o MPF. Pescadores e moradores do Patrimônio da Lagoa também estiveram presentes.

Na reivindicação, Sooretama argumenta que o município foi impactado diretamente em um segundo momento a partir do rompimento da barragem de Mariana. A chegada da lama ao Rio Doce, em Linhares, obrigou a construção de uma ensecadeira, uma espécie de barragem provisória que fechou o Rio Pequeno, agravando a cheia da Lagoa Juparanã, ocorrida entre os anos de 2019 e 2020, causando diversos alagamentos e prejuízos.

Em resposta, o Ministério Público Federal e Estadual observou que o caso de Sooretama tem que ser tratado de maneira específica para definir qual a melhor forma para reparação dos danos causados à população.

Caso o município seja reconhecido como área impactada pelo desastre, todos os seus habitantes podem ter direito à indenização por danos diretos e indiretos.

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