O julgamento de Tiago Passos Viana, mais conhecido como “Aranha” e ex-morador de Colatina, acusado do assassinato do professor de capoeira Cuarassy Medeiros de Del Nery, está marcado para esta semana, especificamente para quarta-feira, dia 5 de junho, em Conceição da Barra.
Israel Domingos Jorio, advogado auxiliar do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), destaca que “há grandes possibilidades de condenação do réu”, caracterizando o crime como “um assassinato frio”, e não como legítima defesa, como alega o acusado. Familiares da vítima estão mobilizados para acompanhar o julgamento popular, esperando que o desfecho represente o fim de uma longa busca por justiça.
O crime ocorreu em dezembro de 2020, na vila de Itaúnas, onde Cuarassy foi assassinado a tiros dentro de uma pousada. Israel Domingos Jorio afirma que há numerosas testemunhas que corroboram que a ação de Tiago não visava a preservação de sua própria vida.
“A vida de um jovem foi tirada de maneira estúpida, algo que não pode ser ignorado”, ressalta o advogado. Apesar do grande número de testemunhas, devido ao fato de haver apenas um acusado, espera-se que o julgamento não se estenda por mais de um dia.
SIGA O INSTAGRAM DO PORTAL DE NOTÍCIAS ES FALA: @esfalaoficial

Professor de capoeira Cuarassy Medeiros de Del Nery/redes sociais.
Thiago, que permanece detido, enfrenta o julgamento popular após dois anos da sentença proferida pelo juiz Leandro Cunha Bernardes da Silveira, que não acatou a tese de legítima defesa. O magistrado fundamentou sua decisão na existência de “provas suficientes nos autos”, incluindo depoimentos, laudo pericial e interrogatório do réu. Ao todo, 11 testemunhas foram ouvidas.
O juiz destacou que a tese de legítima defesa não foi “amplamente comprovada nos autos”, pois “foram desferidos ao menos três disparos de arma de fogo contra a vítima”, o que contradiz a ideia de uso “moderado” de meios. Concluiu afirmando ser “imperiosa a pronúncia do acusado”, baseado na ausência de “provas que justifiquem a absolvição sumária” e na existência de “indícios de autoria delitiva”.
Cuarassy, aos 39 anos, deixou dois filhos e era uma figura conhecida na comunidade de Itaúnas desde a infância. Seu assassinato gerou comoção e revolta, com ampla repercussão na mídia. A Promotoria de Conceição da Barra classificou o homicídio como tendo “motivo fútil”.















