Agora

Rio Doce: mineradoras recorrem ao STF para barrar litígio jurídico do desastre de Mariana no exterior

O Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) protocolou na última semana, uma medida cautelar no Supremo Tribunal Federal (STF) para reconhecer a inconstitucionalidade da atuação de municípios brasileiros em processos indenizatórios referentes ao desastre ambiental de Mariana, que estão sendo pleiteados em tribunais estrangeiros. A medida, intitulada Ação de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), […]

Por ES Fala
· 2 min de leitura Atualizado · 4 comentários
Rio Doce: mineradoras recorrem ao STF para barrar litígio jurídico do desastre de Mariana no exterior

O Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) protocolou na última semana, uma medida cautelar no Supremo Tribunal Federal (STF) para reconhecer a inconstitucionalidade da atuação de municípios brasileiros em processos indenizatórios referentes ao desastre ambiental de Mariana, que estão sendo pleiteados em tribunais estrangeiros. A medida, intitulada Ação de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), visa proteger a soberania brasileira e garantir a observância dos princípios constitucionais.

Em comunicado oficial, o Ibram destacou que as ações judiciais no exterior não passam pelo crivo do Poder Judiciário brasileiro, comprometendo a transparência e inviabilizando a participação essencial do Ministério Público. “A participação do Ministério Público é fundamental para defender a ordem jurídica brasileira e promover a pacificação social”, ressalta o comunicado.

O Ibram argumenta que processos movidos por fundos e escritórios de advocacia internacionais podem prolongar o litígio pelo desastre de Mariana, ocorrido há nove anos, até 2027. Este imbróglio jurídico coincide com a apresentação de uma nova proposta de acordo de 140 bilhões de reais, que visa encerrar as negociações envolvendo vítimas, comunidades, União, Minas Gerais, Espírito Santo e municípios afetados.

Raul Jungmann, presidente do Ibram, explicou que os principais argumentos constitucionais para a medida cautelar estão baseados na competência exclusiva da União para tratar de assuntos internacionais. Ele destacou que a estrutura federativa do Brasil impede que os municípios se relacionem diretamente com Estados ou jurisdições estrangeiras. “Os entes federativos, embora autônomos, não possuem soberania, que é nacional”, afirmou Jungmann, ressaltando que essa prática de litigância tem afetado significativamente o setor mineral.

Contexto do Desastre de Mariana

Em 5 de novembro de 2015, a barragem de rejeitos da mineradora Samarco, conhecida como “fundão”, rompeu no município de Mariana. O desastre liberou 62 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério de ferro, causando a morte de 18 pessoas e deixando um desaparecido, além de devastar o curso do Rio Doce e afetar milhares de moradores das comunidades ao redor. Até o momento, 37 bilhões de reais foram desembolsados em indenizações e reparos através de diversas negociações.

Nas últimas semanas, após muitas negociações, a Samarco e suas controladoras, Vale e BHP Billiton, apresentaram uma contraproposta à União, aos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo e aos demais afetados. A proposta prevê o pagamento de 140 bilhões de reais, incluindo 82 bilhões de reais em novas compensações e 21 bilhões de reais em obrigações a cumprir, além dos valores já pagos até agora. Espera-se que um acordo definitivo seja aprovado até o final do mês, encerrando este capítulo doloroso da história de Mariana.

Compartilhe esta notícia

4 comentários

  1. Benilto Antônio de Moraes

    Isso é um absurdo

  2. SONIA R MONTEIRO

    Só acredito quando as indenizações estiverem sendo pagas,TD final de ano essa lorota,Danos de água aqui em Colatina nem fala mais,até porque nosso atual prefeito votou a favor a Samarco ,e contra a população,agora vai pedir votos a Samarco não povo sr prefeito que votou contra nós lá.obrigado ajudou os grandões lá pobre que se lasque né.

  3. Geraldo dos Santos Gomes

    Eu não recebi e nada até agora,dês de quanto a barragem de Mariana estourou,só promessas e mas nada

  4. Rita de Cássia gramelich

    Recebi os 880 reais e um cartão naquela época,.e nunca mais recebi nada e por cima bloquearam meu CPF pra não entra com o processo contra ela.não consigo entrar no portal da renovar e nem te acesso a mais nada ,fui bloqueada aff
    Cadê os nossos direitos,também temos o direito de indenização

Deixe seu comentário

Os comentários passam por moderação antes de aparecer.

Mais em Cidades

As notícias da semana no seu e-mail

Todo fim de semana, o resumo do que mais importou em Colatina, no Noroeste e no Espírito Santo. Grátis, e dá para sair quando quiser.