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Polícia Federal investiga secretária de saúde de Linhares por suspeita de direcionamento de licitação

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira(28) a Operação Editor, cumprindo mandados de busca e apreensão nas cidades de Vitória e Linhares. A ação é parte de uma investigação que apura suspeitas de direcionamento de licitações, contratações favorecidas e pagamentos ilegais envolvendo a secretária de Saúde de Linhares, Sônia Maria Dalmolim de Souza. Embora não […]

Por ES Fala
· 2 min de leitura Atualizado · Sem comentários
Polícia Federal investiga secretária de saúde de Linhares por suspeita de direcionamento de licitação

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira(28) a Operação Editor, cumprindo mandados de busca e apreensão nas cidades de Vitória e Linhares. A ação é parte de uma investigação que apura suspeitas de direcionamento de licitações, contratações favorecidas e pagamentos ilegais envolvendo a secretária de Saúde de Linhares, Sônia Maria Dalmolim de Souza. Embora não tenha havido mandados de prisão, a Justiça autorizou o bloqueio de bens e a suspensão da função pública da servidora investigada.

O nome do empresário envolvido não foi divulgado pelas autoridades.

A operação tinha como objetivo cumprir sete mandados de busca e apreensão nas duas cidades. O nome “Editor” faz referência ao papel desempenhado pelo empresário, apontado como responsável pela edição de documentos e cláusulas de edital utilizados pela secretaria municipal em processos licitatórios. Diante dos elementos encontrados, a Justiça Federal determinou o afastamento e a suspensão provisória da função da secretária municipal de Saúde até o fim das investigações.

Durante a operação, foram realizadas buscas em locais associados aos investigados para coletar provas adicionais. Em nota à imprensa, a Polícia Federal informou que a Operação Editor contou com o apoio da Controladoria Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCE-ES). A ação envolveu 29 policiais federais e dois auditores da CGU.

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Operação da Polícia Federal em Linhares/foto divulgação.

As investigações começaram em agosto de 2023, quando a Polícia Federal obteve diálogos suspeitos entre a secretária municipal de saúde e um empresário contratado para fornecer materiais e serviços hospitalares. A apuração revelou indícios de direcionamento de licitações e contratações públicas em favor do empresário desde 2020, além de possíveis pagamentos ilegais à servidora pública.

Também foram levantados indícios de que, durante o mesmo período, a servidora apresentou aumento patrimonial e padrão de gastos incompatíveis com sua renda familiar declarada. O nome dela não foi informado pela Polícia Federal.

Em cooperação técnica com o TCE-ES, a Polícia Federal analisou os dados consolidados de empenhos até 2023. Foi constatado que mais de 60% dos recursos recebidos pela empresa investigada tiveram origem em contratos com o município, corroborando a hipótese de favorecimento ilícito.

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