Nesta segunda-feira (22), uma bebê de três meses de idade amanheceu morta na cama dos pais. A mãe da menina, uma adolescente de 17 anos, foi conduzida à Delegacia Regional da cidade. O nome da vítima, o bairro do ocorrido e outros detalhes não serão divulgados para preservar a identidade da jovem mãe, conforme estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente (Escriad).
De acordo com a Polícia Militar, uma equipe foi chamada para atender a uma suposta ocorrência de infanticídio. No local, encontraram uma equipe do Samu/192 e o pai da criança, um homem de 21 anos, sentado nos degraus da escada de acesso à residência. A mãe, uma adolescente de 17 anos, estava atrás de um portão trancado com cadeado, chorando muito. O corpo da menina estava enrolado em um lençol sobre uma calçada.
Um médico do Samu informou à PM que a criança estava em óbito há aproximadamente uma hora. O local foi isolado e a perícia foi acionada.
Versões dos Envolvidos
Mãe da Bebê
A jovem mãe relatou aos policiais que, na noite do domingo (21), após chegar da igreja, discutiu com o companheiro e decidiu não dormir com ele. Ela deitou-se com a criança no chão do quarto e, por volta da meia-noite, devido ao frio, colocou a bebê na cama ao lado do companheiro. Às 6h30 desta segunda-feira (22), ela acordou e viu que a bebê estava com a cabeça arroxeada e sangue escorrendo do nariz. Ela chamou o companheiro, que gritou por ajuda à vizinha, proprietária do imóvel.
Pai da Bebê
O pai da criança contou que, após a discussão, ficou monitorando a mãe e a bebê. Ele chamou a adolescente para deitar na cama por volta da meia-noite porque a bebê estava chorando e fazia frio. Às 6h, ele acordou e viu a mãe deitada sobre a filha, usando o celular. Ele a retirou de cima da bebê e correu para pedir socorro.
Vizinha do Casal
A vizinha, dona do imóvel, disse aos policiais que, ao chegar no local, percebeu que a criança não parecia estar respirando e a colocou na calçada ao notar que o rosto da bebê estava arroxeado e com secreção no nariz. Ela afirmou que a adolescente cuidava bem da bebê, mas “tinha problemas emocionais e depressivos, inclusive durante a gestação”.
Os pais da bebê foram conduzidos à Delegacia de Polícia de Barra de São Francisco.















