O Ministério da Saúde recomendou que todos os profissionais de educação que trabalham com crianças de até 5 anos devem se vacinar contra a coqueluche. A medida foi tomada após a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná registrar a morte de um bebê de seis meses em decorrência da doença. O Brasil não contabilizava mortes por coqueluche desde 2020.
Com o avanço dos casos de coqueluche, a preocupação entre as autoridades de saúde e os pais tem aumentado. Embora Colatina não tenha registrado nenhum caso da doença neste ano, a preocupação é generalizada, pois a situação do Espírito Santo reflete a realidade nacional. De janeiro a junho deste ano, o Estado teve quatro casos confirmados de coqueluche.
Em maio, o Programa Nacional de Imunização (PNI) emitiu uma nota técnica alertando sobre surtos da doença na Ásia e na Europa. Para evitar que esses surtos alcancem o Brasil, o PNI ampliou a cobertura da vacina.
A coqueluche é uma doença infecciosa aguda que afeta o aparelho respiratório. A transmissão ocorre de pessoa para pessoa através de gotículas de saliva. A doença é especialmente letal para a população infantil, principalmente para crianças menores de seis meses de idade.
O imunizante contra a coqueluche também protege contra difteria e tétano. É importante estar atento aos sintomas, que são semelhantes aos da gripe comum, como espirros, tosse, febre baixa e nariz escorrendo.
No ano passado, os municípios de Colatina, Cachoeiro de Itapemirim, Rio Novo do Sul, Itapemirim, Serra e Vila Velha registraram sete internações devido à doença.
As autoridades de saúde de Colatina estão reforçando a importância da vacinação e pedindo que os profissionais de educação procurem os postos de saúde para se imunizarem. A conscientização sobre a coqueluche e a adesão à vacinação são importantes para evitar um possível surto na região, garantindo a segurança e a saúde das crianças e da comunidade escolar.













