Governador Casagrande destaca importância do acordo de reparação durante inauguração da Usina 3 da Samarco

Nesta sexta-feira (23), durante a inauguração da retomada da Usina 3 da Samarco e a celebração dos 47 anos da empresa, o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, enfatizou a importância do aumento da produção da mineradora. Ele destacou que, em seu auge, a Samarco representava 6% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado, mas ressaltou que é fundamental a assinatura do acordo de reparação pelo rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em 2015, em Mariana (MG).

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Desde a retomada das atividades no final de 2020, com apenas 30% da capacidade operacional, a Samarco reativou mais uma usina de pelotização na unidade de Ubu, localizada em Anchieta, no Sul do Espírito Santo. Com essa nova fase, a empresa projeta alcançar 60% de sua capacidade produtiva até o final de 2024, produzindo até 15 milhões de toneladas de pelotas de minério de ferro por ano.

A retomada de mais da metade da capacidade produtiva da planta – que agora opera com as usinas 3 e 4, as mais modernas – ocorre quase nove anos após o desastre da barragem de Fundão. A tragédia causou severos danos ambientais e sociais, com rejeitos de mineração atingindo a bacia do Rio Doce em Minas Gerais e no Espírito Santo.

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Casagrande revelou que a proposta mais recente de acordo de reparação gira em torno de R$ 100 bilhões, com um total de R$ 167 bilhões considerando os recursos já destinados pelas empresas envolvidas. Desse montante, 38% seria destinado ao Espírito Santo.

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O governador também mencionou que, em reunião com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, enfatizou a urgência de dar um desfecho ao caso. O acordo de repactuação está sob análise em Brasília e deve ser assinado até o final do ano entre o governo federal, os estados do Espírito Santo e Minas Gerais, a Samarco e suas acionistas, Vale e BHP Billiton.

“É importante finalizar o acordo de Mariana para dar desfecho a esse assunto. Enquanto não fechar, fica exposto. É preciso completar o trabalho de recuperação e reparação para seguir em frente”, afirmou Casagrande.

No que diz respeito à posição do Espírito Santo no Tribunal de Minas Gerais, que analisa a questão, Casagrande esclareceu que o estado está de acordo, mas defendeu a inclusão das áreas litorâneas da Serra até Conceição da Barra, que já têm restrições à pesca. “É importante que haja a inclusão já decidida pela Justiça. Isso era o que estava impedindo a posição do Espírito Santo. A partir dessa decisão, somos favoráveis”, ressaltou.

Sobre a retomada da Usina 3, Casagrande destacou a relevância para o estado, especialmente na geração de tributos, empregos e oportunidades para as empresas fornecedoras da Samarco. “Temos que comemorar, pois a retomada da usina vai trazer desenvolvimento que será revertido para toda a sociedade”, afirmou.

Desde a retomada das atividades em dezembro de 2020 até junho de 2024, a Samarco gerou R$ 1,174 bilhão em tributos para o Espírito Santo, além de recursos provenientes da aquisição de bens, materiais e serviços de fornecedores. Somente no primeiro semestre de 2024, os tributos chegaram a R$ 169 milhões para o estado.

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