Os consumidores de Colatina estão enfrentando com a escalada nos preços do azeite de oliva, com valores que ultrapassam R$ 50 por uma embalagem de meio litro (500 ml) em diversos estabelecimentos da cidade. Esse aumento expressivo faz parte de uma tendência nacional, com um aumento médio de 46,5% no preço do produto em um ano, conforme apontado por uma pesquisa do IBGE. Este índice é mais de dez vezes superior à inflação acumulada no mesmo período, que foi de 4,5%.
Em supermercados locais, o impacto no bolso dos consumidores é evidente. Em um supermercado localizado no Centro, o preço da embalagem de 500 ml da marca Paganini pode alcançar impressionantes R$ 93,96. O valor mais baixo encontrado foi de R$ 43,90 para a marca Castelo. A situação não é diferente em outro supermercado na avenida Sílvio Avidos, no bairro São Silvano, onde a embalagem da marca Colinas pode custar até R$ 99, enquanto a marca Royal é a mais acessível, com preço de R$ 32,98.
A alta dos preços do azeite de oliva tem causado surpresa e preocupação entre os consumidores, que se deparam com valores muito acima do que estavam acostumados. Em agosto de 2023, o preço do produto não ultrapassava R$ 30, e a falta de perspectivas de baixa no curto prazo apenas intensifica o desconforto dos compradores. O Instituto Brasileiro de Olivicultura prevê que o cenário de altos preços deve persistir até 2026.
O principal fator por trás da alta dos preços é a crise climática que afeta a produção global de azeite. A Espanha, maior produtora mundial de azeite, enfrenta a sua terceira estiagem consecutiva, que tem severamente impactado a produção de azeitonas. Embora as oliveiras sejam relativamente resilientes a mudanças de temperatura, a combinação extrema de condições climáticas nos últimos anos tem sido prejudicial.















