O Espírito Santo está enfrentando um aumento preocupante nos casos de coqueluche, uma doença respiratória grave. Segundo dados da Secretaria da Saúde (Sesa), até a 34ª semana epidemiológica de 2024, encerrada em 24 de agosto, foram registrados 150 casos suspeitos, dos quais 26 foram confirmados. Esse número é quase quatro vezes maior do que o registrado em 2023, quando apenas sete casos foram confirmados entre 40 notificações. Até o momento, não houve registros de óbitos associados à doença.
O município de Linhares lidera o número de casos confirmados, com 10 registros. São Roque do Canaã ocupa a terceira posição, com quatro casos confirmados.
Especialistas atribuem o aumento expressivo dos casos à baixa cobertura vacinal. A coqueluche é uma doença infecciosa de alta transmissibilidade, podendo ser transmitida por gotículas expelidas pela tosse, espirros ou até mesmo durante a fala.
Entre os sintomas estão tosse seca, falta de ar, febre e cansaço. A doença afeta principalmente crianças e bebês menores de um ano de idade, o que destaca a importância de manter a vacinação em dia. A vacina contra a coqueluche é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e deve ser administrada em crianças aos dois, quatro e seis meses de idade, com reforços aos 15 meses e quatro anos.
Cidades Capixabas com Casos Confirmados de Coqueluche em 2024:
- Linhares: 10 casos
- Cariacica: 6 casos
- São Roque do Canaã: 4 casos
- Serra: 2 casos
- Vila Velha: 2 casos
- Vitória: 2 casos
Embora a coqueluche não seja erradicada no Brasil, o aumento nos casos reforça a necessidade de manter a vacinação em dia para prevenir surtos futuros.














