Uma triste situação de maus-tratos a animais vem se desenrolando na Rua Joaquim Lucas Sobrinho, próximo a um clube, no bairro São Vicente, em Colatina. Uma cachorra da raça Pastor Alemão está sendo mantida em condições deploráveis, sofrendo com fome, sede, e exposta constantemente ao sol e à chuva.
Vizinhos e moradores da região relatam que a cadela, que vive na área externa de uma residência, está em estado de abandono. “É desolador vê-la assim, sem nenhuma proteção, sofrendo a céu aberto. Ela passa o dia todo sem acesso adequado a comida ou água, e não tem um abrigo decente para se proteger,” afirma um morador, que preferiu não se identificar.
Ainda segundo relatos, várias denúncias já foram feitas às autoridades competentes, mas até o momento, nenhuma providência eficaz foi tomada. “Denunciamos várias vezes. A situação é insustentável, e é revoltante ver que nada é feito para salvar essa cachorra. Ela está claramente sofrendo,” desabafa outra vizinha.
Os maus-tratos a animais são considerados crime pela Lei Federal nº 9.605/98, com pena de detenção de três meses a um ano, além de multa.
Moradores se mobilizam para buscar novas formas de ação e esperam que, com a visibilidade da situação, seja possível garantir a proteção e o resgate da cachorra. “Não vamos desistir até que ela seja salva. Essa situação não pode continuar,” conclui um dos moradores.
A comunidade do bairro São Vicente faz um apelo para que as autoridades tomem as devidas providências para salvar a cachorra e punir os responsáveis pelos maus-tratos.
O QUE DIZ A PROPRIETÁRIA DO ANIMAL
“Sou a pessoa mencionada no artigo sobre maus-tratos à minha cachorra de 1 ano. Gostaria de esclarecer que essa acusação está completamente distante da realidade. Desde os 3 meses de idade, minha cachorra vive no mesmo lugar, recebendo o mesmo cuidado e carinho.
Durante o dia, ela fica no beco de nossa casa, onde toma sol e brinca. No final da tarde, ela vai para a varanda, onde tem seus brinquedos e sua cama. Essa sempre foi a rotina dela. Não temos uma relação próxima com os vizinhos que decidiram denunciar, por razões que desconheço. Vale mencionar que uma das vizinhas já pediu para adotá-la diversas vezes.
A foto que foi usada no artigo, onde ela aparece ao lado de madeiras, foi tirada no dia em que trocamos o portão para evitar que ela tivesse acesso ao botijão de gás. O único “erro” que cometi foi morar perto de vizinhos que parecem mais interessados em vigiar minha casa do que cuidar da própria vida.
Espero que, assim como o artigo foi publicado com essas alegações infundadas, seja feita uma atualização para refletir a verdade dos fatos. Esta não foi a primeira vez que verificaram as condições em que minha cachorra vive, e em todas as ocasiões, nada de errado foi encontrado. Ela continua sendo brincalhona, amorosa e uma grande companheira, pela qual me sinto muito grata”, relata.















