Depois de seis meses consecutivos de queda, o preço das carnes voltou a subir para o consumidor, com um aumento de 0,52%, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Esse é o primeiro reajuste positivo desde janeiro deste ano, e os consumidores já sentem o impacto nos açougues. Agora, a ordem é buscar carnes mais baratas ou até mesmo substituí-las por outras opções mais acessíveis.
Muitos consumidores afirmam que pesquisar preços tem sido essencial para garantir a carne nas refeições. Além disso, há quem esteja complementando a alimentação com verduras ricas em proteínas e com o tradicional ovo de galinha, uma alternativa mais econômica.
Em Colatina, o impacto dos preços varia de acordo com o bairro. O valor da picanha, por exemplo, oscila entre R$ 72,90 e R$ 89 o quilo, dependendo da localidade. Alguns comerciantes relatam queda na procura, enquanto outros ainda não observaram uma redução significativa nas vendas.
No Assis Casa de Carnes Ltda, o proprietário Jânderson Assis comentou que as vendas caíram, embora de forma sutil. Lá, a picanha atingiu o preço de R$ 89 o quilo, encarecendo o tradicional churrasco dos clientes.
Em outro açougue, localizado no bairro São Silvano, o atendente informou que, até o momento, a procura por carnes não diminuiu. Nem mesmo houve troca significativa de carnes de primeira por cortes mais baratos, como o acém e o músculo, que custam R$ 25,90 o quilo. Contudo, o atendente alerta que deverá ajustar a tabela de preços ainda esta semana.
Além das carnes bovinas, as de porco e frango, tradicionalmente mais baratas, também sofreram reajuste. A alta dos preços já era esperada devido à redução na oferta de animais entre o primeiro e o segundo semestre deste ano, agravada pela crise climática. A estiagem e as queimadas em diversas regiões do país impactam diretamente a qualidade das pastagens, tornando mais difícil e caro o processo de criação de bovinos.













