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Rio Doce: Governo negocia acordo bilionário para reparação da tragédia de Mariana

O governo federal está em fase final de negociação para a repactuação da reparação dos danos causados pela tragédia de Mariana (MG), ocorrida em 2015. O objetivo é garantir R$ 100 bilhões em novos recursos financeiros, além de R$ 30 bilhões em obrigações diretas a serem cumpridas pelas mineradoras responsáveis: Samarco, Vale e BHP Billiton. […]

Por ES Fala
· 3 min de leitura · 10 comentários
Rio Doce: Governo negocia acordo bilionário para reparação da tragédia de Mariana

O governo federal está em fase final de negociação para a repactuação da reparação dos danos causados pela tragédia de Mariana (MG), ocorrida em 2015. O objetivo é garantir R$ 100 bilhões em novos recursos financeiros, além de R$ 30 bilhões em obrigações diretas a serem cumpridas pelas mineradoras responsáveis: Samarco, Vale e BHP Billiton. As empresas alegam já terem destinado aproximadamente R$ 37 bilhões para o processo de reparação até o momento.

Em declaração feita nesta quinta-feira (20), após uma reunião no Rio de Janeiro, o ministro de Minas e Energia, Alexandre da Silveira, ressaltou a importância do acordo e o aumento da quantia a ser destinada à reparação. “Quando assumimos o governo, conseguimos mais do que dobrar a previsão inicial. São R$ 100 bilhões em dinheiro novo, somados aos R$ 30 bilhões em obrigações de fazer e aos R$ 37 bilhões já aplicados, será o maior acordo do planeta, totalizando R$ 167 bilhões”, afirmou o ministro.

O rompimento da barragem da Samarco, localizada na zona rural de Mariana, em novembro de 2015, liberou cerca de 39 milhões de metros cúbicos de rejeitos, resultando na morte de 19 pessoas e causando impactos ambientais severos em dezenas de municípios, até a foz do Rio Doce, no Espírito Santo.

O processo de reparação foi formalizado em março de 2016, através do Termo de Transação e Ajustamento de Conduta (TTAC), assinado pela Samarco, suas acionistas Vale e BHP Billiton, além dos governos federal e estaduais de Minas Gerais e Espírito Santo. A Fundação Renova foi criada para gerenciar as ações de reparação, mas passados mais de oito anos, muitos problemas ainda permanecem sem solução. Há mais de 85 mil processos judiciais em andamento no Brasil relacionados à tragédia.

As tratativas para a repactuação do acordo de reparação estão em curso há três anos e enfrentam dificuldades para alcançar um consenso. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia sugerido que o acordo seria fechado até outubro, mas o ministro Silveira evitou estipular prazos. “Estou trabalhando para que seja o mais rápido possível, mas ainda faltam questões objetivas”, afirmou, referindo-se a pontos técnicos e jurídicos que precisam ser resolvidos.

Comparações com Brumadinho

Embora tenha criticado o modelo de reparação adotado após a tragédia de Brumadinho, ocorrida em 2019, Silveira sinalizou que o acordo de Mariana pode ter algumas semelhanças. O rompimento da barragem em Brumadinho resultou na morte de 272 pessoas e gerou um acordo de R$ 37,68 bilhões em reparações. No entanto, o ministro descartou o uso de uma nova fundação nos moldes da Fundação Renova.

Com a recente nomeação de Gustavo Pimenta como novo presidente da Vale, substituindo Eduardo Bartolomeo, o governo espera que as negociações ganhem impulso. Silveira criticou o modelo de gestão da mineradora e destacou a importância de se chegar a um acordo final em breve.

“O importante é que haja alguém para responder pela empresa. Estamos extremamente dedicados para garantir que os danos ao povo mineiro e capixaba sejam reparados”, concluiu o ministro.

Até o momento, a Vale reiterou que nenhum acordo definitivo foi alcançado e que as negociações devem continuar até outubro de 2024, conforme comunicado oficial divulgado ao mercado.

Representantes das comunidades afetadas têm acompanhado as negociações com ressalvas, especialmente pela falta de participação das lideranças nas tratativas. O Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB) afirmou, em carta pública, que os R$ 100 bilhões previstos não seriam suficientes para garantir uma reparação integral às famílias atingidas. Além disso, ações judiciais movidas no exterior, como no Reino Unido, podem aumentar ainda mais o montante exigido das mineradoras.

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10 comentários

  1. Dilceia FRASSON

    Realmente o rio doce vem sofrendo a muito anos,,,e as autoridades não enchergando,,,muitas lama vieram e a vale tem que arcar,,,mas antes disso porque os prefeitos não tiram o a areia pra ter profundidade,, ninguém planta em volta do rio,, entrar prefeitos e sai prefeito e ninguém faz nada por nosso rio e vergonhoso

  2. Salete bona salvador

    Como vamos receber esse dinheiro

    1. Claudinei

      Acho melhor nos esperarmos sentados pois em pé vamos cansar essa história vem e vai como a lama no Rio doce as grandes empresas fazem a merda e nos que pagamos o preços pois compro água mineral até hoje pois essa água não tem condições de beber .

  3. Pedro Paulo Telles

    População não vai ver nem a cor desse dinheiro, isso é se pagarem. A Fundação Renova foi criada para engrupir a população. Até parece que 880,00 reais como foi pago na época pagaria os danos dos moradores.

  4. Zenalda Campo Dall Orto

    Sabemos que esse fato a cada dia coloca a saúde de nós capixabas e mineiros em risco, pois usamos dessa água contaminada para beber. É muito triste essa situação se os peixes não suportam imagina nós seres humanos só Deus sabe quantas doenças estão aparecendo e ainda estão por vir é lamentável.

  5. angela nascimento

    Acordou vai ser bom só pros governo porque os atingidos pelo andar da carruagem vão só ver esse dinheiro cair na mão de políticos

  6. María De Fátima Dos Santos Manoel

    Esperamos que nos prejudicados tenhamos vitórias!!

  7. Luciene ulig

    Nós colatinense foi o que mais sofremos porque temos somente o rio doce enquanto outras cidades que tinha outros recursos receberam indenizações e nós não,e sofremos até hoje com problemas de pele,na alimentação que consumimos que são usados recursos do rio,

  8. Marilza

    Eu espero que essas mineradoras pagam
    Pelo prejuízo causado. Na verdade muita gente agiu de má fé. Recebeu dinheiro como pescador e na verdade nunca foram. Teriam que indenizar a nós moradores que recebemos 880,00 na época. Só para dizer. Não deu nem para ajudar para pagar tratamento de. Pele causado por essa Agua imunda. Como está nosso rio. Infelizmente nosso dinheiro só dar para comprar água para beber. E cozinhar e banho. Temos que usa essa Agua podre do Rio. Essas autoridades teriam que obrigar a indenizar nossas famílias por 50 anos. Que na minha opinião podem fazer o que for mais o leito do Rio está todo cheio de rejeitos. E como vai acabar? Nunca

  9. jacira da penha de Souza

    Eu pago o frete pra pegar água pra mim todo mês porque eu não tenho condições de comprar água mineral pago 50 reais por mês pra pegar água da mina 13 golao de água de 20 litros

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