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Quinto dia de julgamento: executivos da BHP são interrogados sobre desastre de Mariana no Tribunal de Londres

No quinto dia de julgamento da BHP, nesta segunda-feira (28), no Tribunal Superior de Londres, iniciou-se a fase de interrogatórios aos executivos da empresa, com destaque para o depoimento de Christopher Campbell, ex-vice-presidente do grupo de minério de ferro da BHP e ex-membro do conselho da Samarco. Durante seu testemunho, Campbell reconheceu que a Samarco, […]

Por ES Fala
· 2 min de leitura Atualizado · 5 comentários
Quinto dia de julgamento: executivos da BHP são interrogados sobre desastre de Mariana no Tribunal de Londres

No quinto dia de julgamento da BHP, nesta segunda-feira (28), no Tribunal Superior de Londres, iniciou-se a fase de interrogatórios aos executivos da empresa, com destaque para o depoimento de Christopher Campbell, ex-vice-presidente do grupo de minério de ferro da BHP e ex-membro do conselho da Samarco. Durante seu testemunho, Campbell reconheceu que a Samarco, empresa responsável pela barragem de Mariana, era um negócio “lucrativo” e gerava “um bom fluxo de caixa”.

O escritório de advocacia Pogust Goodhead, que representa as vítimas do desastre de Mariana, destacou que Campbell será interrogado novamente nesta terça-feira (29). Ao longo das próximas três semanas, o tribunal ouvirá outros executivos da BHP, com o objetivo de esclarecer a responsabilidade da empresa no desastre que afetou milhares de vidas.

Durante o julgamento, segundo o Pogust Goodhead, foi revelado que a BHP havia aprovado, em conjunto com a Vale, a utilização da barragem de Mariana para receber um volume de rejeitos de mineração dez vezes maior do que o acordado previamente com a Samarco. Essa decisão teria sido motivada por interesses financeiros, já que o crescimento da Samarco beneficiava ambas as acionistas, BHP e Vale, que atuavam como controladoras da joint venture.

Advogados das vítimas questionaram Campbell sobre a viabilidade e segurança dessa expansão. O executivo reconheceu o alinhamento de interesses entre as três empresas e afirmou que a gestão da Samarco focava na “segurança e integridade de ativos”, mencionando que a equipe responsável pela operação da barragem era “competente” e possuía um forte compromisso com a segurança.

Campbell abordou o P4P, projeto da Samarco que visava a construção de uma quarta planta de pelotização, o que exigiria uma expansão na capacidade da barragem. Essa ampliação tornou-se um ponto de controvérsia, especialmente em meio à questão da integridade estrutural da barragem que colapsaria em 2015. Campbell, no entanto, afirmou acreditar que o conselho da Samarco operava de forma independente e sem conflitos de interesses com as decisões da BHP e da Vale.

O desastre, que ocorreu em 5 de novembro de 2015, resultou no rompimento da barragem e no lançamento de 44 milhões de metros cúbicos de rejeitos tóxicos e lama no Rio Doce, atingindo 600 quilômetros de leitos d’água até o Oceano Atlântico. O impacto ambiental e social foi devastador, resultando em 19 mortes, além de prejuízos incalculáveis para o ecossistema e para as populações locais. Cerca de 620 mil pessoas, entre vítimas diretas e familiares, estão atualmente processando a BHP em Londres.

Continuidade do julgamento

O julgamento prossegue com os interrogatórios de outros executivos da BHP nas próximas semanas. A expectativa é que esses depoimentos tragam à tona detalhes sobre a gestão da Samarco e a responsabilidade das empresas envolvidas, visando a responsabilização e compensação das vítimas do maior desastre ambiental da história do Brasil.

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5 comentários

  1. WARLES DA SILVA DE OLIVEIRA

    Bom diaa queria atualizar meu cadastro poderia ter o telefone do whatsapp ou o endereço pra mim aqui sou de Colatina

  2. LUCAS VITORINO DE OLIVEIRA

    Em Colatina ES tive que mudar pois estava com muita azia nada curava Deu úlcera minha esposa está em tratamento e não está melhorando . pós não pude comprar água nem pra beber
    Muitos de Colatina ES sofrendo muito por causa da água contaminado

  3. Welington Ribeiro dos Santos

    Mais e a respeito do acordo que foi assinado semana passada alguém sabe dizer a respeito se vai pagar e quando?

  4. Adalto Antonio Damas

    -Eu tinha residência em Resplendor-MG, onde fazia minha canoagem aos finais de semana e pescava para o consumo próprio. Comprei uma casa em Colatina-ES, onde continuava com minha prática esportiva de navegar e pescar. Hoje vivo trancado dentro de casa, tomando essa água impura e tive que vender barato meus caiaques, esperando alguma solução da SAMARCO, pois essa água é imprópria para o consumo, como vejo na limpeza das caixas d’água.
    Continuo na expectativa de uma solução. Tenho 75 anos e ainda por cima,doente!

  5. Ademar Schneider

    Boa tarde! Eu quero saber se preciso atualizar meu cadastro,e onde fazer se for preciso?

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