No último domingo (15), o falso médico Leonardo Luz Moreira foi preso preventivamente, acusado pela morte da menina Ana Luisa Ferreira Marcelino da Silva, de 10 anos. O caso ocorreu após a criança ser atendida por ele no Hospital Roberto Silvares, em São Mateus. A prisão foi solicitada pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) e cumprida pela Polícia Militar do Paraná.
Segundo o MPES, investigações revelaram que Leonardo estava cursando Medicina no Paraguai, desrespeitando ordens judiciais que determinavam sua permanência no Brasil. Oficiais de justiça descobriram a irregularidade ao verificarem o endereço informado por Leonardo como sua moradia no Paraná, onde ele não foi encontrado. Após apurações, foi constatada sua matrícula e presença em uma universidade na cidade de Salto del Guairá, no Paraguai.
A 2ª Promotoria de Justiça Criminal de São Mateus pediu a prisão à 1ª Vara Criminal de São Mateus, que foi efetivada no Paraná. Leonardo também responde pelos crimes de exercício ilegal da Medicina e falsidade ideológica, ambos praticados em janeiro de 2021. Ele já havia sido preso anteriormente, em 18 de agosto de 2021, durante uma operação da Polícia Federal contra práticas ilegais na área médica.
Prisão mantida e julgamento
Na audiência de custódia realizada na segunda-feira (16), o Juízo da 1ª Vara Criminal de São Mateus manteve a prisão preventiva. O processo agora segue em fase de preparação para julgamento pelo Tribunal do Júri. De acordo com o MPES, foram apresentados requerimentos relacionados ao artigo 422 do Código de Processo Penal nesta terça-feira (17).
O julgamento de Leonardo Luz Moreira poderá ocorrer nos primeiros meses de 2025. O caso continua a mobilizar as autoridades, dado o impacto do crime e a gravidade das acusações.













