O Ministério da Saúde anunciou a distribuição de 6,5 milhões de testes rápidos para diagnóstico da dengue em todo o Brasil, com o objetivo de facilitar o diagnóstico precoce da doença, especialmente em áreas remotas ou com acesso limitado a serviços laboratoriais. No Espírito Santo, estão previstas 268.425 unidades, marcando a primeira vez que esse tipo de teste será enviado pelo governo federal.
A distribuição dos testes terá início na próxima semana, com um investimento total de R$ 17,3 milhões. O teste rápido detecta a presença do vírus da dengue, mas não diferencia os sorotipos. Essa nova ferramenta se junta aos exames já oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS):
- Teste de biologia molecular, disponível nos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen);
- Teste sorológico, também realizado nos Lacen.
Os testes rápidos estarão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), dependendo da logística de distribuição definida pelos municípios.
Espírito Santo: Estado em Alerta
O Espírito Santo está entre os seis estados brasileiros com maior risco de aumento de casos de dengue em 2024. Segundo o boletim divulgado nesta quinta-feira (23), o estado já confirmou 2.191 casos da doença neste ano, resultando em uma taxa de incidência de 301,48 casos por 100 mil habitantes.
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) ainda não informou como será realizada a distribuição dos testes entre os municípios capixabas. A reportagem será atualizada assim que houver retorno sobre o planejamento.
A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Ethel Maciel, enfatizou que os testes rápidos são uma ferramenta complementar para o controle da dengue, ao lado das ações de combate ao mosquito Aedes aegypti e da vacinação. No entanto, ela reforçou a necessidade de manter os protocolos de coleta e envio de amostras para os laboratórios:
“Não podemos esquecer a importância da manutenção da coleta das amostras para a vigilância epidemiológica, uma vez que o teste rápido não diferencia os sorotipos da dengue nem outras arboviroses, como zika e chikungunya”, explicou Ethel.















