Volta da obrigatoriedade de extintores em carros divide opiniões em Colatina

O Senado Federal poderá decidir, ainda em 2025, sobre a possível retomada da obrigatoriedade do extintor de incêndio do tipo ABC em veículos de passeio, utilitários e automóveis leves. O projeto de lei em tramitação propõe incluir o equipamento como item obrigatório, considerando sua eficácia no combate a incêndios de classe A (materiais sólidos como plástico e madeira), classe B (líquidos inflamáveis como gasolina e álcool) e classe C (equipamentos elétricos energizados, como baterias e fios).

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A obrigatoriedade foi extinta em 2025 por uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que justificou a decisão com os avanços nos sistemas de segurança dos veículos. Atualmente, o extintor segue obrigatório apenas em caminhões, transporte coletivo e veículos de carga com produtos inflamáveis.

A proposta reacende debates sobre segurança e viabilidade econômica. Para os defensores, o equipamento pode ser crucial em emergências, reduzindo danos materiais e riscos à vida. Contudo, especialistas apontam a falta de treinamento dos motoristas no uso do extintor, o que compromete sua eficácia.

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O custo também é um ponto polêmico. Um extintor do tipo ABC custa entre R$ 120 e R$ 150, valor que pode pesar no orçamento dos motoristas. Em contrapartida, comerciantes do setor veem a medida como um impulso para as vendas.

Em Colatina, por exemplo, a procura por extintores permanece alta, mesmo sem a obrigatoriedade. “Mesmo não sendo mais obrigatório, a procura é intensa na loja”, comentou Madalena Almeida, funcionária da Extincol, no bairro Vila Real. Ela acredita que a retomada da obrigatoriedade seria positiva tanto para o comércio quanto para a segurança dos condutores.

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O projeto ainda precisa ser votado no plenário do Senado, mas não há um prazo definido. Caso seja aprovado, os motoristas deverão se adequar à nova regra e arcar com os custos da aquisição do equipamento.

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