A partir deste sábado (1º), os motoristas de Colatina, Linhares e cidades vizinhas enfrentarão um novo aumento no preço da gasolina e do diesel. O reajuste não está relacionado à Petrobras, mas sim à mudança na forma de calcular o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), tributo estadual que incide sobre os combustíveis.
Com a nova alíquota, a gasolina sofrerá um aumento de 7,1%, passando de R$ 1,37 para R$ 1,47 por litro. Já o diesel terá uma alta de 5,3%, subindo de R$ 1,06 para R$ 1,12 o litro. A última alteração no ICMS da gasolina ocorreu em julho de 2024. Por outro lado, há uma leve redução no ICMS sobre o gás de cozinha, que cairá de R$ 1,41 para R$ 1,39 por quilo. O etanol (álcool), por sua vez, não sofrerá alterações no tributo.
A alta no ICMS preocupa motoristas e trabalhadores que dependem do transporte para seu sustento. Em Colatina, assim como em outras cidades do país, consumidores já fazem os cálculos para minimizar o impacto no orçamento. A busca por postos com preços mais acessíveis se intensifica, e muitos profissionais relatam dificuldades em manter a rentabilidade diante do custo crescente do combustível.
“Cada centavo faz diferença para nós, que rodamos a cidade vendendo nossos produtos”, comentou um feirante colatinense, destacando o impacto do aumento no custo operacional. Um taxista, que preferiu não se identificar, afirmou que o reajuste reduz significativamente sua margem de lucro no fim do mês. A mesma reclamação é compartilhada por motoristas de aplicativo. “Já não compensa mais rodar tanto. Quanto mais trabalhamos, mais gastamos com gasolina”, relatou um profissional que atua no setor há dois anos.
Embora o preço final dos combustíveis seja livre, permitindo que os postos decidam se repassarão o aumento ao consumidor, historicamente, reajustes do ICMS têm sido incorporados às bombas.















