Secretário de Segurança do ES promete resposta rápida sobre jovem morto pela PM em Colatina
O caso do jovem Danilo Lipaus Matos, de 20 anos, morto durante uma ação da Polícia Militar, em Colatina, continua gerando repercussão. Nesta segunda-feira (3), o secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), Leonardo Damasceno, afirmou que o Estado precisa dar uma resposta rápida e transparente à população. Os policiais envolvidos na […]
O caso do jovem Danilo Lipaus Matos, de 20 anos, morto durante uma ação da Polícia Militar, em Colatina, continua gerando repercussão. Nesta segunda-feira (3), o secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), Leonardo Damasceno, afirmou que o Estado precisa dar uma resposta rápida e transparente à população.
Os policiais envolvidos na ação foram afastados e estão sendo investigados pela Corregedoria da PM. Segundo Damasceno, as circunstâncias da morte de Danilo serão apuradas com rigor e contarão com a participação do Ministério Público, da Polícia Civil e da Polícia Científica.
“Determinamos uma apuração muito rigorosa dos fatos, junto à Corregedoria da Polícia Militar, além da apuração também da Polícia Civil e Polícia Científica. A gente lamenta a perda de uma vida, de um jovem trabalhador. O Estado tem que dar uma resposta, uma resposta muito rápida, isenta e com a participação do Ministério Público para garantir segurança e confiança à população”, disse Damasceno em entrevista a um canal de TV da Grande Vitória.
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Secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), Leonardo Damasceno, em entrevista a TV Gazeta.
“O Estado preza pelo uso diferenciado da força”, diz secretário
O secretário classificou o boletim de ocorrência como confuso e complexo, pois contém registros de roubo de veículo, fuga, perseguição e confronto armado. Segundo ele, o carro dirigido por Danilo teria passado pelo local da ocorrência, e a polícia, naquele momento, suspeitou que ele pudesse estar envolvido.
“De todo modo, independente disso, nós temos regras de ouro. O Estado preza muito pelo treinamento policial, preza bastante sobre o uso diferenciado da força”, ressaltou.
Damasceno também frisou que a abordagem policial precisa seguir protocolos claros, e que disparos só podem ser feitos quando há risco de vida para os agentes ou terceiros.
“Não se atira em pessoa em fuga, nem em veículo em fuga, salvo se o veículo ou a pessoa estiver colocando em risco a vida dos policiais ou de terceiros. Então isso precisa ser apurado. Realmente essa ocorrência chamou atenção, porque o Danilo não estava armado, estava sozinho dentro do veículo, o veículo já tinha parado, e nós tivemos essa quantidade de disparos que aconteceu”, declarou.
Pai da vítima pede justiça e questiona abordagem policial
A família de Danilo contesta a ação da polícia e cobra justiça. O pai do jovem, Josenildo Monteiro Matos, acredita que o filho ficou assustado com a abordagem e pode ter tentado fugir com medo de perder a habilitação. Segundo ele, Danilo era dono do carro que dirigia e não tinha qualquer envolvimento com crimes.
“Cercaram o meu filho e efetuaram mais de 40 tiros. Não tinha nada no carro dele, não encontraram nada com ele. Acabaram com a minha vida e com a vida da minha filha. A gente fica revoltado, e eu quero que a lei de Deus e a lei da Justiça aqui da terra prevaleçam. Por que não atiraram nos pneus do carro? Como você atira essa quantidade de tiros?”, desabafou Josenildo.
A investigação contará com registros do boletim de ocorrência, perícia e laudos do Serviço Médico Legal (SML) de Colatina. O secretário acredita que, com os elementos disponíveis, a apuração do caso poderá ser concluída em pouco tempo.
Dos 44 disparos efetuados pelos polícias, cinco atingiram a vítima.
Governo e população precisam combater essa violência policial que está tomando conta do nosso país, polícia militar precisa acabar, pode-se criar outra polícia mas eficiente,polícia militar é um modelo ultrapassado de segurança pública, países de primeiro mundo não usam esse tipo de polícia.